O BI, que surge definido como o uso de informação e de ferramentas de análise especializada, foi apresentado pelos benefícios que traz às organizações de Saúde em diversas áreas. Além de aumentar a eficiência e ajudar no controlo de custos, contribui para uma melhor qualidade na prestação de cuidados e, consequentemente, melhores resultados em saúde. E quem o diz é a Dr.ª Teresa Magalhães, que explicou que o BI consegue “agregar os dados e transportá-los de maneira a que o acesso aos mesmos seja muito mais célere, o que em determinados contextos pode fazer a diferença na decisão clínica dentro e fora do SNS”.
O trabalho apresentado, na visão do Grupo de Trabalho, foi apenas o primeiro passo para a criação de sistemas de informação que permitam trabalhar, colaborar e gerir melhor todas as interações na área da Saúde.
A especialista explicou, ainda, que numa primeira instância a reunião conseguiu “contribuir como um todo para iniciar a adoção deste tipo de ferramentas na área da Saúde, mas acima de tudo alertar para o facto de os dados estarem disponíveis para nós podermos trabalhar e reunir informação para todas as bases de dados neste âmbito”.
Para além disso, a Dr.ª Teresa Magalhães afirmou que o sistema consegue melhorar a prestação dos cuidados de Saúde, no que toca ao diagnóstico e ao acompanhamento do doente.
A sessão contou com dois grupos de discussão que, para além de identificaram os principais desafios – a má qualidade e cruzamento dos dados, a dificuldade de acesso aos mesmos e a incapacidade de realizar benchmarking entre as entidades -, conseguiram partilhar as diferentes perspetivas. A primeira mesa ficou composta por diversos representantes de instituições do Estado: a DGS, Conselho Nacional de Saúde e Ministério da Saúde. O outro grupo reuniu os farmacêuticos.
