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Madeira vai ser a primeira região de Portugal a erradicar a hepatite C

A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) congratula a Região Autónoma da Madeira pelos excelentes resultados obtidos com o seu Programa de Eliminação de Hepatite C, que sugerem que esta será a primeira região de Portugal e, provavelmente, uma das primeiras da Europa, a erradicar o vírus da hepatite C.

O presidente da APEF, o Dr. José Presa, deixa também uma mensagem ao poder político central, alertando para necessidade premente deste programa ser implementado e colocado em prática em todo o território nacional.

“A situação da Madeira é inspiradora e deve ser um exemplo. O Programa de Eliminação de Hepatite C, desenvolvido com base na implementação do Programa de Rastreio FOCUS, foi colocado em prática pelo interesse manifestado pela Secretaria Regional da Saúde da Madeira, ao projeto desenvolvido pelos profissionais de saúde que estão no terreno. O governo central deve pôr os olhos nesta maneira de trabalhar e de abordar as situações”, afirma o Dr. José Presa, no seguimento da cerimónia de apresentação de resultados do programa na Região Autónoma da Madeira.

Segundo refere, as previsões apontavam 2030 como o ano em que Portugal iria eliminar a hepatite C, porém foram alteradas para 2050. “Felizmente, temos a Madeira, que, muito antes de 2030, vai fazer o despiste de toda a população, curando e erradicando a doença.”

“Durante a pandemia de COVID-19 houve um decrescimento de cerca de 62% de casos tratados por hepatite C em Portugal, uma situação que vai tornar-se pesada nos próximos anos. Enquanto isso, na Madeira, durante a pandemia, o número de testes foi crescente, tendo alcançado resultados excelentes”, menciona.

O modelo de rastreio do programa FOCUS baseia-se na integração dos testes na prática clínica diária, utilizando as infraestruturas e o pessoal já existentes. Abrange os hospitais e centros de saúde. Caso a pessoa ainda não tenha sido rastreada, durante uma consulta, o médico recebe um alerta informático, que indica que o doente possui os critérios de integração no rastreio e que ainda não fez essa análise, e o próprio sistema informático processa o pedido do anticorpo. O enfermeiro, ao colher o sangue, informa verbalmente o doente. Desta forma, é feita apenas uma colheita.

Segunda-feira, 08 Novembro 2021 16:37


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