“Atualmente, cerca de 55% dos atendimentos nos serviços de urgências do Hospital Fernando Fonseca são não urgentes ou pouco urgentes, o que sobrecarrega o funcionamento dos mesmos”, indica, em comunicado, Bárbara Flor de Lima, diretora clínica hospitalar da ULS Amadora/Sintra.
Com esta medida, a ULS tem como principal objetivo conseguir promover que o primeiro contacto do doente seja com a Linha SNS24 (808 24 24 24), de forma a garantir que estes são orientados para o lugar certo, otimizando assim o atendimento médico e reduzindo o “acesso inadequado aos serviços de urgência”.
“Servimos uma população de 600 mil habitantes e a necessidade de retirar os casos menos urgentes das urgências hospitalares é crucial para garantir maior disponibilidade dos profissionais e de todos os recursos para quem realmente necessita de cuidados urgentes e imediatos”, reforça Bárbara Flor de Lima.
Esta ULS criou ainda condições e reforços para as equipas, para que os casos menos urgentes sejam atendidos com eficácia pelo Serviço de Urgência Básica (SUB), disponível 24 horas por dia, já os Cuidados de Saúde Primários (CSP), que têm maior disponibilidade para Consultas de Doença Aguda, está disponível durante o fim de semana.
“Após a orientação feita pelo SNS24, os casos pouco urgentes, mas que necessitem de atendimento presencial, serão encaminhados para os Cuidados de Saúde Primários, para uma consulta marcada para o mesmo dia ou para o dia seguinte, ou direcionados para o SUB, garantindo que todos recebam o cuidado necessário de forma rápida e eficaz”, afirma a diretora clínica hospitalar da ULS Amadora/Sintra.
A ULS Amadora/ Sintra reforça no comunicado que nos casos que apresentam uma menor gravidade “os utentes podem aguardar, no conforto da sua casa, até à hora da consulta agendada pela Linha SNS24, evitando, desta forma, deslocações desnecessárias aos Serviços de Saúde”.
“Este sistema de orientação permite ainda que os serviços de urgência fiquem mais disponíveis para as verdadeiras urgências, contribuindo assim para a melhoria no atendimento e para a redução dos tempos de espera”, acrescenta, por fim, Bárbara Flor de Lima.
Fonte: Lusa
