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Bloco operatório e consulta externa do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, sem atividade devido a problemas energéticos

O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, continua a enfrentar dificuldades operacionais na sequência do incêndio ocorrido a 4 de maio. Problemas energéticos persistentes levaram à suspensão da atividade no bloco operatório e na consulta externa, conforme confirma uma fonte hospitalar.

Segundo essa mesma fonte, a “atividade do hospital está condicionada”, sendo que “o bloco operatório e consulta externa estão sem atividade”.

A presidente da administração do HDES, Paula Macedo, refere que desde as 03h00 locais (04h00 em Lisboa) de hoje “houve a ocorrência de vários disparos de segurança em vários quadros elétricos com suspensão de eletricidade ao nível de todas as tomadas”.

Perante a situação, equipas técnicas especializadas foram mobilizadas para identificar as potenciais causas do problema e desenvolver soluções. Apesar destes esforços, a reativação total dos serviços afetados ainda não está garantida. “Não se pode assegurar a 100 % a estabilidade do fornecimento elétrico hoje e nos próximos”, afirma Paula Macedo.

Caso as unidades de Cuidados Intensivos, Intermédios, Neonatologia e Tratamento Coronário estivessem em funcionamento no momento, teria sido necessário proceder à evacuação dos doentes para outras unidades de saúde, incluindo o Hospital da CUF e o hospital modular instalado pelo Governo Regional dos Açores.

Desde o ocorrido, a recuperação do HDES tem sido realizada de forma faseada, com especial atenção à segurança e à prevenção de sobrecargas elétricas, precisamente para evitar situações de sobrecarga de eletricidade. Para mitigar os impactos das limitações infraestruturais, o hospital modular instalado
pelo Governo dos Açores continua a prestar apoio na transição até à requalificação definitiva do HDES.

“O HDES não pode trabalhar assim e dá-se muita disrupção na atividade clínica, e daí a justificação do hospital modular como estrutura de suporte de apoio”, justifica Paula Macedo.

Fonte: Lusa

Quarta-feira, 19 Fevereiro 2025 17:43


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