As eleições na ordem, que deveriam acontecer em janeiro de 2026, foram antecipadas para este mês na sequência do novo Estatuto da Ordem dos Médicos, que obriga a desencadear o processo eleitoral no prazo de um ano desde a publicação dessa revisão estatutária.
No início de abril, o bastonário dos médicos confirmou que seria candidato, justificando a sua decisão com um conjunto de projetos em curso que não foram concretizados durante o seu primeiro mandato.
Carlos Cortes associa-se a um programa de candidatura com 20 propostas-chave para o próximo mandato, entre as quais a revisão dos “aspetos lesivos” do novo Estatuto da Ordem e reforço da intervenção política e social desses profissionais de saúde, tendo em conta que a sua voz tem sido “subaproveitada no desenho de políticas públicas” do setor. Outra das propostas previstas no programa passa por censos nacionais, uma vez que há a “perceção pública de falta de médicos, mas sem dados estruturados”, que permitam avaliar a distribuição de médicos, as especialidades carenciadas, o efeito da emigração e as razões pela não-escolha de determinadas especialidades.
Para ser elegível para bastonário, um candidato deve ter, pelo menos, cinco anos de inscrição na Ordem dos Médicos e a candidatura deve ser proposta por um mínimo de 500 médicos no gozo dos seus direitos estatutários, representativos de todas as regiões.
Sabe-se que ocorrendo esta semana as eleições, a posse tem de ocorrer até 30 dias após a finalização do ato eleitoral.
Fonte: LUSA
