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Especialistas reunidos em Lisboa para debater saúde pélvica feminina em Portugal

A American Medical Systems (AMS) e a Associação Portuguesa de Neurologia e Uroginecologia (APNUG) organizaram, na Fundação Champalimaud, um conjunto de debates sobre Incontinência Urinária feminina, um problema que, estima-se, afecta 600 mil portugueses, na sua grande maioria mulheres.

Segundo os especialistas presentes no debate, o ‘sling’ cirúrgico apresenta uma eficácia superior a 90% para o tratamento da incontinência de esforço. Este tipo de incontinência provoca a perda de urina durante o exercício físico, ao tossir, espirrar, rir, ou qualquer movimento do corpo que coloca pressão sobre a bexiga.

Todos os especialistas, intervenientes nos debates, alertaram ainda para a extrema importância de informar correctamente as doentes sobre os tratamentos existentes, revelando sempre os benefícios mas também os potenciais riscos. Assim, dependendo do tipo de incontinência urinária, poderão variar os possíveis tratamentos a aplicar.

Foi muito referida a necessidade e a importância dos urologistas e ginecologistas colaborarem para a padronização dos processos com o objectivo de chegar a um diagnóstico correto para tratamento das pacientes, bem como a necessidade de formação adequada, correcta e contínua destes profissionais de saúde.

Durante a reunião o Dr. Abranches Monteiro, Presidente da APNUG, referiu: “é muito importante o diálogo com a paciente: informar as mulheres que sofrem de incontinência urinária, mas sobretudo ajudá-las a superar o sentimento de vergonha e ignorância, explicando concretamente as possíveis opções de tratamento, revelando sempre os benefícios mas também os potenciais riscos. No caso da incontinência urinária de esforço a aplicação de malhas e ‘sling’ cirúrgico apresentam uma eficácia superior a 90%. Graças aos avanços da última década, este tipo de cirurgias podem, em certos casos, ser feitas sob anestesia local e em regime de ambulatório“.

Muitos especialistas consideram a incontinência urinária como uma das novas epidemias do século XXI agravada pelo contínuo aumento da esperança média de vida e pelo facto de continuar a ser sub-diagnosticada e, por consequência, sub-tratada. Estima-se que, apenas uma em cada quatro mulheres sintomáticas procura ajuda médica, já que é considerada de forma errónea uma consequência natural da idade, sem tratamento eficaz sendo por isso uma epidemia silenciosa.

Em 2050, a população idosa deverá aumentar. Associada a esta mudança demográfica, é previsto um aumento de 55% de mulheres com incontinência urinária.

O evento, integrado num ciclo de debates interactivos, que pretende discutir as opções de tratamento do prolapso de órgãos pélvicos e da incontinência urinária feminina, tem vindo a realizar-se um pouco por toda a Europa, desde 2012, e foi coordenado em Portugal por um grupo de especialistas em urologia e ginecologia.

Segunda-feira, 13 Maio 2013 20:15


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