A AstraZeneca disponibiliza no mercado português, a partir de março, o primeiro inalador pressurizado com propelente inovador de nova geração com potencial de aquecimento global (PAG) 99,9% inferior aos propelentes usados em inaladores pressurizados doseáveis (pMDIs) atualmente disponíveis1,2, tornando-se a primeira companhia farmacêutica em Portugal a comercializar este tipo de dispositivo. Esta inovação permite reduzir o impacto climático dos tratamentos respiratórios mais utilizados na Europa, mantendo inalteradas a eficácia e a segurança para os doentes.
Trixeo Aerosphere® (budesonida/glicopirrónio/fumarato de formoterol), que passa assim a utilizar um propelente de nova geração – HFO-1234ze(E) –, tem uma pegada de carbono muito reduzida, face aos propelentes atualmente usados em pMDIs4. A evidência disponível demonstra que o novo propelente mantém a bioequivalência, o perfil de segurança e a eficácia clínica em linha com o perfil conhecido do medicamento5,6.
“Enquanto companhia farmacêutica estamos comprometidos com as necessidades dos doentes e com o desenvolvimento de soluções inovadoras que permitam reduzir a pegada carbónica e contribuir para a proteção do meio ambiente, particularmente numa doença como a DPOC, que tem um impacto significativo na saúde das populações”, afirma Hugo Martinho, Diretor Médico da AstraZeneca Portugal.
Estudos mostram que doentes com doença respiratória mal controlada e exacerbações frequentes geram uma maior utilização de recursos de saúde e, consequentemente, uma maior pegada de carbono associada aos cuidados clínicos8. A prevenção de episódios de agudização e a implementação de terapêutica alinhada com as recomendações internacionais são, por isso, decisivas não só para os resultados em saúde, mas também para a redução do impacto ambiental dos cuidados respiratórios7.
A transição para inaladores pressurizados com propelentes de nova geração representa uma oportunidade concreta de reduzir a contribuição climática dos dispositivos respiratórios mais utilizados na Europa, sem alterar os benefícios clínicos para os doentes.
Portugal está entre os primeiros países a nível mundial a iniciar a transição para o propelente de nova geração, posicionando o país na vanguarda da inovação sustentável em saúde respiratória1.
Esta iniciativa enquadra-se na estratégia Ambition Zero Carbon da AstraZeneca, que prevê a transição progressiva do portefólio de inaladores pressurizados para propelentes com PAG próximo de zero até 2030, contribuindo para metas globais de descarbonização baseadas na ciência.
As doenças respiratórias crónicas, incluindo a DPOC, afetam milhões de pessoas em todo o mundo7. Os medicamentos respiratórios inalados administrados por pMDIs representam 76% do uso de inaladores na Europa e contribuem com 0,04% das emissões globais de gases de efeito estufa8,9.
Referências
1.European Medicines Agency. Press release. 25 July 2025. First reformulation of inhaled medicine with environmentally friendly gas propellant. Available from: https://www.ema.europa.eu/en/news/first-reformulation-inhaled-medicine-environmentally-friendly-gas… [March 2026].
2.Intergovernmental Panel on Climate Change. AR6 WGI Report. Available at: IPCC_AR6_WGI_Chapter_07_Supplementary_Material.pdf.
3.European Medicines Agency. Trixeo Aerosphere. Available at: https://www.ema.europa.eu/en/medicines/human/EPAR/trixeo-aerosphere [March 2026].
4.Intergovernmental Panel on Climate Change. AR6 WGI Report. Available at: IPCC_AR6_WGI_Chapter_07_Supplementary_Material.pdf. [March 2026].
5.Raphiou I, et al. Lung exposure bioequivalence with budesonide/glycopyrrolate/formoterol fumarate with the next generation propellant hydrofluoroolefin-1234ze versus hydrofluoroalkane-134a in healthy adults: a charcoal block study. [Thematic Poster Session]. Presented at the American Thoracic Society International Conference 2024.
6.Shah M, et al. Systemic exposure bioequivalence of budesonide/ glycopyrrolate/ formoterol fumarate with the potential next generation propellant hydrofluoroolefin-1234ze versus hydrofluoroalkane-134a in healthy adults. [Thematic Poster Session]. Presented at the American Thoracic Society International Conference 2024.
7.GBD Chronic Respiratory Disease Collaborators. Prevalence and attributable health burden of chronic respiratory diseases, 1990-2017: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2017. Lancet Respir Med. 2020 Jun; 8 (6): 585-596.
8.Bell J, et al. A54 EXACOS CARBON: Describing the Greenhouse Gas Emissions of Healthcare Resource Utilization by Frequency and Severity of COPD Exacerbation in England (abstract). American Journal Respiratory Critical Care Medicine. 2024;209:A2113.
9.Hurst J, et al. Prioritising Patients and Planet: Advocating for Change in Respiratory Care. European Medical Journal. [Online]. Available at: https://www.emjreviews.com/respiratory/symposium/prioritising-patients-and-planet-advocating-for-change-in-respiratory-care-j160124/