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#BreakTalks regressa com debate sobre estratégias públicas e intervenção nas novas dependências

A segunda sessão das Break Talks, desenvolvida pela News Farma sob o tema “Tratamento dos comportamentos aditivos: estratégias públicas e respostas no terreno”, reuniu, de novo, um painel multidisciplinar para debater os atuais desafios das dependências. O encontro contou com as intervenções do guest speaker Raul Melo, especialista em Saúde, Educação e Intervenção Comunitária da Ordem dos Psicólogos, Paulo Vitória, psicólogo e professor da Universidade da Beira Interior, João Faria, psicólogo clínico, Rodrigo Coutinho, psiquiatra, Elsa Belo, diretora técnica da associação Ares do Pinhal e Elsa Lavado, da Unidade de Estatística e Inovação do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD), que alertaram em conjunto para a urgência de criar respostas integradas face à normalização dos consumos e ao impacto avassalador do mundo digital. Veja o vídeo best of com as principais mensagens dos intervenientes.

Durante o debate, os especialistas sublinharam que a sociedade enfrenta adições que, embora ganhem novas formas, como a dependência de ecrãs, redes sociais e videojogos, mascaram vulnerabilidades antigas e exigem uma intervenção sistémica. O painel destacou a fragmentação das políticas de saúde atuais e o progressivo afastamento da Psicologia comunitária no terreno, defendendo que a articulação estreita entre as escolas, as famílias e os Cuidados de Saúde Primários é a via mais eficaz para combater a desinformação. Ficou patente que a permissividade dos adultos e a falta de literacia em saúde, aliadas a um ambiente social hiperestimulante e gerador de ansiedade, tornam as crianças e os jovens particularmente vulneráveis, exigindo políticas públicas preventivas e de capacitação desde o ensino pré-escolar.

Em oposição a lógicas estritamente proibicionistas, que muitas vezes criam apenas um “artificialismo” temporário e não preparam os indivíduos para a realidade, a redução de riscos e a minimização de danos emergiram como estratégias transversais e válidas para todas as adições. Desde a gestão e regulação do uso de telemóveis até à desnormalização do tabaco e do excesso de álcool, os oradores concordaram que é imperativo dotar a população de sentido crítico e ferramentas de autocuidado. A sessão encerrou com um forte apelo ao fim do trabalho em “feudos” institucionais, instando o Estado e os diversos profissionais a pensarem num ecossistema único e coerente, capaz de desenhar soluções à medida das necessidades reais de cada doente.

Acompanhe as Break Talks aqui.

Terça-feira, 19 Maio 2026 15:06


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