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ChemSex Talks reuniram especialistas para promover uma resposta mais integrada ao fenómeno do chemsex

No âmbito do seu compromisso com uma abordagem ao VIH centrada na pessoa e na resposta às suas necessidades ao longo da vida, a Gilead Sciences promoveu duas reuniões intituladas “ChemSex Talks”, uma iniciativa que reuniu no Porto e em Lisboa, profissionais de saúde, especialistas em saúde mental, representantes de organizações da sociedade cívil e peritos internacionais para debater os desafios associados ao chemsex e promover uma resposta mais integrada e multidisciplinar.

O chemsex, definido como o uso intencional de substâncias psicoativas para potenciar ou prolongar as relações sexuais, constitui uma realidade cada vez mais reconhecida pelos profissionais de saúde, devido ao seu potencial impacto na saúde sexual, saúde mental e qualidade de vida das pessoas envolvidas.

Durante as sessões, especialistas de diferentes áreas salientaram a necessidade de reforçar a capacitação dos profissionais de saúde para uma abordagem mais eficaz desta realidade. Apesar da crescente consciencialização sobre o fenómeno, muitos participantes destacaram que o tema continua frequentemente ausente das consultas, quer pela falta de tempo e formação específica dos profissionais, quer pelo receio das pessoas em abordar estas práticas devido ao estigma associado.

Uma das principais conclusões dos encontros foi a importância de promover ambientes clínicos baseados na confiança, na escuta ativa e numa comunicação livre de julgamento, favorecendo a identificação precoce de situações de risco e o acesso a apoio adequado.

Os debates evidenciaram igualmente o papel fundamental das organizações de base comunitária na proximidade às populações mais vulneráveis, no desenvolvimento de estratégias de redução de danos e na criação de respostas complementares aos cuidados prestados pelo Serviço Nacional de Saúde.

Além da reflexão sobre os desafios existentes, as ChemSex Talks deram também destaque a soluções práticas para apoiar a atuação dos profissionais de saúde. Entre elas, foi apresentado um algoritmo clínicos, desenvolvido pelo Grupo de Estudo da SIDA (GeSIDA) e a Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da SIDA (APECS), com a colaboração da Gilead Sciences, para facilitar a deteção precoce, a avaliação multidimensional e o acompanhamento coordenado de pessoas com VIH que praticam chemsex. Esta ferramenta propõe uma abordagem multidisciplinar, centrada na pessoa e baseada na integração entre diferentes níveis de cuidados. Entre as recomendações incluem-se a inclusão sistemática de perguntas sobre chemsex na prática clínica, a avaliação da saúde mental e dos determinantes sociais, o reforço da adesão terapêutica e a ligação a recursos comunitários e de apoio psicossocial.

As conclusões das ChemSex Talks apontam para a necessidade de continuar a investir na educação médica, na redução do estigma e no desenvolvimento de respostas coordenadas que integrem saúde sexual, saúde mental e apoio comunitário, contribuindo para melhores resultados em saúde e para uma maior qualidade de vida das pessoas com VIH.

Quinta-feira, 25 Junho 2026 11:48


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