As candidaturas à edição de 2026 das Bolsas de Doutoramento Nuno Grande (BDNG) abrem a 16 de outubro, com um apoio global de 75 mil euros destinado à formação avançada de médicos investigadores em Portugal. A iniciativa vai voltar a atribuir três bolsas, no valor de 25 mil euros cada, a médicos inscritos num programa doutoral na área das Ciências Fundamentais em Saúde.
Criadas pela família de Nuno Grande, pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto e pela Fundação Bial, as BDNG procuram incentivar jovens médicos a conciliar a prática clínica com o ensino e a investigação científica.
Podem candidatar-se cidadãos nacionais ou estrangeiros, licenciados ou mestres em Medicina, que colaborem no ensino médico numa escola médica portuguesa e se encontrem inscritos num programa doutoral na área das Ciências Fundamentais em Saúde numa universidade portuguesa.
As candidaturas decorrem até 16 de janeiro de 2027 e serão avaliadas por um júri presidido por Henrique Cyrne Carvalho, diretor do ICBAS.
“As Bolsas de Doutoramento Nuno Grande procuram criar condições para que jovens médicos possam incorporar a investigação no seu percurso e desenvolver projetos capazes de aproximar o conhecimento científico da prática clínica. A qualidade e diversidade das candidaturas que temos recebido mostram que existe em Portugal uma nova geração de médicos com vontade de contribuir ativamente para o avanço da medicina”, afirma Henrique Cyrne Carvalho, presidente do júri das BDNG.
Na última edição, a primeira em que foram atribuídas três bolsas, distinguiram-se projetos nas áreas das doenças inflamatórias crónicas, neurodegenerativas e cardíacas, desenvolvidos por Daniela Oliveira, doutoranda na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), Francisco Almeida, doutorando na Escola de Medicina da Universidade do Minho, e Francisco Vasques-Nóvoa, doutorando na FMUP.
Os projetos vencedores da edição de 2025 refletem a diversidade da investigação desenvolvida atualmente por médicos em formação doutoral: Daniela Oliveira estuda a relação entre alterações no intestino e a inflamação articular em doentes com espondilartrite; Francisco Almeida investiga marcadores imagiológicos que poderão contribuir para uma deteção mais precoce da doença de Alzheimer e da patologia por corpos de Lewy; e Francisco Vasques-Nóvoa procura compreender de que forma a intensidade e a duração da inflamação no coração estão associadas a diferentes formas de doença cardíaca.
“A investigação é uma dimensão essencial da medicina e queremos continuar a incentivar jovens médicos a fazerem dela parte do seu percurso. Ao apoiar projetos em áreas tão distintas, estas bolsas mantêm vivo o espírito do Professor Nuno Grande: a curiosidade científica, a ligação entre ensino, investigação e medicina, bem como a vontade de contribuir para uma melhor compreensão da saúde e da doença”, afirma Luís Portela, presidente da Fundação Bial.
Uma homenagem a Nuno Grande
As Bolsas de Doutoramento Nuno Grande foram criadas em 2022 em homenagem ao médico, investigador e professor Nuno Grande, fundador do ICBAS, que esteve ligado à Fundação Bial durante mais de 20 anos.
Desde a primeira edição, a iniciativa já apoiou projetos em doenças autoimunes, encefalites, hemato-oncologia, doenças inflamatórias crónicas, doenças neurodegenerativas e doenças cardíacas.
Mais informações sobre as candidaturas disponíveis aqui.