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Novo aliado no combate à DPOC

nf RG 7240 d21ecA Novartis apresentou uma recente inovação terapêutica no tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva (DPOC), uma doença pulmonar de evolução progressiva, potencialmente fatal, associada ao tabagismo, que provoca a obstrução do fluxo de ar nos pulmões, resultando em crises debilitantes de falta de ar com um impacto significativo na vida dos doentes.

 

A terapêutica consiste num broncodilatador anticolinérgico de nova geração, indicada para o tratamento de manutenção da DPOC, com uma única inalação diária, aumentando e mantendo por 24 horas a capacidade respiratória do doente.

 

A DPOC afeta 210 milhões de pessoas a nível mundial e é atualmente a quarta principal causa de morte, responsável por cerca de 6% de todas as mortes no mundo. Prevê-se que venha a ser a terceira principal causa de morte em 2020. Em Portugal, estima-se que a DPOC afete 14,2% da população.

 

Em comunicado, José Agostinho Marques, diretor do Serviço de Pneumologia do Hospital de São João, explica que “no tratamento da DPOC a adesão do doente à terapêutica é fundamental para controlar os sintomas e progressão da doença e para isso contribuem um conjunto de fatores nomeadamente os dispositivos de inalação. No caso desta recente terapêutica, de rápido início de ação, o doente consegue controlar a inalação graças ao mecanismo que lhe permite ouvir um som, sentir um sabor característico e controlar visualmente a administração do medicamento devido à transparência das cápsulas”.

Embora muitas vezes considerada uma doença da população idosa estima-se que 50% dos doentes tenham idade inferior a 65 anos, encontrando-se no auge da sua capacidade contributiva e de responsabilidade familiar. A DPOC está associada a reduções na força do trabalho e no absentismo laboral, uma vez que 20% a 40% dos doentes tendem a aposentarem-se prematuramente devido à doença, conduzindo ao aumento dos custos de utilização dos cuidados de saúde, reduzindo o contributo para os impostos e pensões e aumento dos custos com subsídios por invalidez.

Na União Europeia, os custos de saúde diretos da DPOC foram calculados em 38 mil milhões de euros, o que representa mais de metade do custo global de todas as doenças respiratórias e 6% do orçamento total da Saúde. Além destes, também os custos indiretos são muito elevados. A Organização Mundial de Saúde estima que a DPOC resulte numa perda anual de produtividade 27 mil e 700 anos a nível mundial.

Na Europa, estima-se que 4% a 10% dos adultos venham a ser afetados. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o total de mortes por DPOC deverá aumentar em mais de 30% nos próximos 10 anos, a menos que sejam tomadas medidas urgentes para reduzir os fatores de risco.

 

Terça-feira, 28 Janeiro 2014 17:06


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