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APCL lança nova edição da campanha “O sangue que há em mim” e desafia as pessoas a usarem o poder da sua voz

No âmbito do “Setembro, Mês da Sensibilização para os Cancros do Sangue”, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) relança a campanha “O sangue que há em mim”, este ano sob o mote “Se eu mandasse”. A campanha parte da experiência de pessoas com cancros do sangue e de profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para identificar mudanças concretas que poderiam melhorar os cuidados e a qualidade de vida das pessoas com doença hemato-oncológica.

A campanha é lançada no dia 3 de setembro, num evento que decorrerá na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés, em Lisboa, entre as 17h00 e as 19h00, e contará com a presença de participantes na campanha e de outros convidados ligados à saúde, à participação cívica e à defesa dos direitos das pessoas com doença.

“Se eu mandasse” parte de uma pergunta simples: o que mudaria se pudesse decidir? A campanha assenta na ideia de que a experiência de quem vive a doença e de quem diariamente acompanha os doentes pode ajudar a identificar soluções para problemas que persistem no sistema de saúde.

Depois de várias edições de “O sangue que há em mim” centradas na experiência e nos desafios de quem vive com cancro do sangue, este ano a APCL propõe um passo em frente: passar da identificação dos problemas à procura de soluções.

Para isso, a APCL convidou 9 profissionais de saúde e 11 pessoas com doenças hemato-oncológicas a responderem a 18 perguntas, organizadas em quatro áreas estratégicas do sistema de saúde:

  • Diagnóstico e acesso aos cuidados
  • Humanização dos cuidados
  • SNS e organização dos serviços
  • Apoio à pessoa com doença durante e após os tratamentos

As perguntas foram organizadas em pares e respondidas separadamente por duas ou três pessoas. O resultado revela uma surpreendente sintonia entre profissionais de saúde e pessoas com doença, que, a partir de experiências diferentes, apontam muitas vezes para soluções semelhantes.

“Se eu mandasse” é, assim, um convite à reflexão, mas sobretudo à mudança: parte da experiência vivida na primeira pessoa para deslocar o olhar dos problemas para as soluções e questionar o que podemos fazer diferente.

Ao longo de setembro, a APCL irá revelar progressivamente as respostas e propostas dos participantes, dando visibilidade a diferentes perspetivas sobre o que pode ser melhorado no acompanhamento das pessoas com cancros do sangue.

Desde a campanha de 2024 de “O sangue que há em mim”, a Johnson & Johnson Innovative Medicine tem acompanhado esta iniciativa, aprofundando a reflexão sobre o impacto da comunicação na experiência de quem vive com uma doença hemato-oncológica. A esta parceria têm-se juntado outros parceiros, permitindo ampliar substancialmente o alcance da campanha.

Ao longo deste mês dedicado à sensibilização para as doenças hemato-oncológicas, a campanha assinalará várias datas de sensibilização, entre as quais o Dia Mundial da Leucemia Linfocítica Crónica (LLC) (1/09), o Dia Mundial da Leucemia (4/09), o Dia Internacional das Neoplasias Mieloproliferativas (NPM) (10/09), o Dia Mundial do Linfoma (15/09), o Dia Mundial da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) (20/09), o Dia Mundial da Leucemia Mieloide Crónica (LMC) (22/09) e o Dia Europeu do Mieloma Múltiplo (27/09).

A campanha será divulgada no site e redes sociais da APCL — Facebook; Instagram; LinkedIn; YouTube — e através dos seus parceiros.

Reconhecendo que o acesso aos cuidados em contexto de doença oncológica vai muito além da esfera clínica — não se resume a tratar a doença —, “Se eu mandasse” desafia-nos a refletir sobre tudo o que pode contribuir para cuidados mais humanos, mais próximos e mais equitativos. A campanha pretende, assim, promover uma comunicação mais positiva e estimular uma intervenção cívica empática e informada, capaz de transformar a experiência de quem vive com doença hemato-oncológica.

Quinta-feira, 03 Setembro 2026 12:23


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