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Consciência: pode a ciência explicar a experiência de existir?

A consciência é um produto do cérebro ou poderá ser algo mais fundamental? Esta é uma das questões centrais da intervenção de Christof Koch, um dos mais influentes neurocientistas contemporâneos, no 15.º Simpósio “Aquém e Além do Cérebro”, promovido pela Fundação Bial, que decorre de 8 a 11 de abril, no Porto.

Num momento em que o materialismo continua a ser a visão dominante da ciência, Koch propõe uma reflexão crítica sobre as suas limitações. Apesar dos avanços das neurociências, a forma como a experiência subjetiva emerge da atividade cerebral permanece por explicar – o chamado “hard problem” da consciência.

A sua intervenção no dia 8 de abril abordará três frentes de tensão: a dificuldade em reduzir a experiência consciente a mecanismos físicos, os desafios colocados pela física contemporânea à definição do que é “real”, e o papel de experiências extraordinárias – como experiências de quase morte, estados místicos ou episódios de lucidez terminal – que continuam a desafiar uma explicação estritamente científica.

A partir desta análise, Koch defende a necessidade de reconsiderar metafísicas clássicas, como o idealismo ou o panpsiquismo, à luz do método científico atual, reconhecendo que aquelas consideram a consciência como um elemento fundamental da realidade e não como um mero subproduto do cérebro. O neurocientista é apologista da Teoria da Informação Integrada, que postula que qualquer sistema com um alto grau de informação integrada possui experiência subjetiva – uma formulação científica do panpsiquismo.

Investigador no Allen Institute for Brain Science e antigo professor no MIT e na Caltech, Koch tem sido uma figura central no estudo da consciência, desenvolvendo métodos inovadores para detetar sinais de atividade consciente em doentes não responsivos.

O 15º Simpósio tem formato exclusivamente presencial.

Consulte o programa completo aqui.

Quinta-feira, 02 Abril 2026 17:05


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