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Faes Farma aumenta as suas receitas em 24%, para 563,5 milhões de euros, reafirmando os seus objetivos para 2026

O Grupo Faes Farma apresentou hoje os seus resultados relativos aos primeiros nove meses de 2026, período em que as receitas aumentaram 24% face ao período homólogo do ano anterior, atingindo 563,5 milhões de euros. Este crescimento reflete tanto o contributo do novo perímetro de consolidação, com a integração da SIFI e do Laboratório Edol, como a solidez dos mercados internacionais de venda direta, que cresceram 75%.

O EBITDA consolidado situou-se em 124,4 milhões de euros, mais 17% do que nos primeiros nove meses de 2025. Este valor inclui os custos de reestruturação organizacional das empresas adquiridas, contabilizados no primeiro trimestre; excluindo estes custos, o EBITDA teria crescido 20%. A evolução dos custos reflete uma gestão eficiente da estrutura de custos, que permitiu absorver o alargamento do perímetro de consolidação e o aumento da atividade.

O resultado líquido consolidado atingiu 74,3 milhões de euros, num período marcado pelo aumento das depreciações e amortizações associado ao crescimento da atividade e aos ativos intangíveis reconhecidos nas aquisições da SIFI e da Edol.

A evolução sólida do negócio permitiu manter o rácio de endividamento abaixo de duas vezes o EBITDA, em linha com os objetivos da empresa, a par de um nível adequado de liquidez.

A Oftalmologia consolida-se como motor de crescimento

Apenas um ano após a aquisição da SIFI e do Edol, a Oftalmologia contribui já com 96,8 milhões de euros e representa 17% das receitas totais do Grupo. A integração desta área estratégica impulsionou a divisão Farmacêutica, cujas receitas cresceram 24%, para 486,5 milhões de euros.

Relativamente às três moléculas estratégicas, o calcifediol mantém um crescimento sólido (+19%), sustentado pelo bom desempenho dos mercados internacionais, tanto nas vendas diretas como no licenciamento, enquanto a mesalazina cresceu 10%, graças ao desempenho na América Latina e em Portugal. A bilastina foi afetada pelo impacto esperado do fim da proteção da patente no Japão, embora continue a apresentar um desempenho positivo em mercados como a América Latina, onde cresceu 9%.

Por sua vez, a FARM Faes, divisão de Nutrição e Saúde Animal, registou receitas de 68,6 milhões de euros (+18%). Este crescimento foi impulsionado pela consolidação da ISF, pelo aumento da atividade com grandes clientes, pela melhoria do mix de produtos e pela eficiência industrial.

Forte dinamismo dos mercados internacionais

O negócio da Farma Ibéria atingiu 186,6 milhões de euros (+10%). Em Espanha, as vendas de medicamentos sujeitos a receita médica mantiveram-se estáveis, graças ao bom desempenho do calcifediol e da gama respiratória, que compensaram um contexto mais exigente para a bilastina. Portugal cresceu 49%, para 55 milhões de euros, com um contributo de 27,8 milhões de euros do Laboratório Edol e um aumento de 9% no negócio da Faes Farma Portugal.

Os mercados internacionais de venda direta registaram o maior crescimento, com receitas de 216,6 milhões de euros (+75%), incluindo um contributo de 82,6 milhões de euros da SIFI, que apresenta uma evolução positiva em Itália e Espanha. A América Latina cresceu 18%, para 91,3 milhões de euros, com aumentos significativos na maioria dos seus mercados. Destaca-se o México (+37%), que consolida a sua posição como um dos principais motores da região, a par da América Central (+21%), do Equador (+15%), da Colômbia (+14%) e do Peru (+13%), enquanto o Chile (+7%) recuperou dinamismo após um início de exercício mais desafiante. Por sua vez, os restantes mercados internacionais, excluindo a SIFI, cresceram 9%.

No segmento de licenciamento, as receitas situaram-se em 83,3 milhões de euros (-16%), refletindo o impacto previsto da entrada de genéricos de bilastina no Japão, após o fim da proteção da patente. Contudo, este impacto foi parcialmente compensado pelo desempenho sólido das licenças da molécula na Europa, em particular nos países da Europa de Leste, e na região Ásia-Pacífico.

As receitas das restantes licenças cresceram 6%, para 24,3 milhões de euros. O calcifediol consolidou-se como principal motor de crescimento, com uma subida de 21% e uma evolução positiva em todos os mercados, especialmente naqueles onde foi lançado mais recentemente: França, Grécia e Austrália. A mesalazina, invertendo a tendência do primeiro semestre, cresceu 8%, após a normalização do ritmo de encomendas dos parceiros.

Avanços na inovação e na capacidade industrial

No âmbito da I&D e do portefólio de produtos, a Faes Farma alcançou vários marcos relevantes durante o período. Destaca-se a aprovação do reembolso em Itália do Akantior, a primeira e única terapêutica no mundo para o tratamento da queratite por Acanthamoeba, uma infeção ocular ultrarrara e grave. Além disso, foi também aprovada a nível europeu a mesalazina em comprimidos de 1.500 mg e foi concluído o recrutamento de doentes para o ensaio clínico pivotal de eficácia de Mesalazina Grânulos. A estes progressos juntam-se a expansão do pipeline de oftalmologia, com novos dossiês submetidos na Europa e na América Latina, e o acordo com a Dongkook Pharmaceutical para comercializar o Uresco na América Latina, um tratamento para a hiperplasia benigna da próstata.

A integração da SIFI e da Edol está a avançar conforme previsto, assegurando a continuidade do negócio e melhorias na estrutura organizacional, a par da fusão com a SIFI Ibérica. Além disso, a transferência da produção para a nova unidade fabril de Derio decorre de acordo com o calendário estabelecido.

Perspetivas para o encerramento do exercício

Após o desempenho sólido dos primeiros nove meses, a Faes Farma confirma as suas perspetivas para 2026. Prevê um crescimento das receitas entre 17% e 19% e do EBITDA entre 28% e 31%, incluindo o impacto dos custos extraordinários remanescentes associados a Derio. A empresa mantém igualmente o objetivo de situar a dívida financeira líquida abaixo de 2 vezes o EBITDA.

Os principais fatores para alcançar estes objetivos serão o crescimento nos mercados internacionais estratégicos, em particular na América Latina; a plena integração da SIFI e da Edol, com o desenvolvimento das respetivas sinergias comerciais; e a melhoria da eficiência operacional decorrente da transferência para Derio. O último trimestre beneficiará ainda de uma base de comparação favorável, uma vez que a maior parte dos custos relacionados com as aquisições e a integração de Derio foi contabilizada no período homólogo de 2025.

Terça-feira, 03 Novembro 2026 11:57


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