A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) afeta cerca de 800 mil portugueses e continua a ser largamente subdiagnosticada e desconhecida, apesar de ser já a quinta principal causa de morte em Portugal1. Para alertar para o impacto desta doença respiratória crónica, será inaugurado, no próximo dia 18 de maio, um mural de arte urbana na Estação de Monitorização da Qualidade do Ar da Avenida da Liberdade, em Lisboa.
A iniciativa integra a campanha “Mais Ar Para Viver”, promovida pela Sanofi, em parceria com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR‑LVT, IP) e com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, e pretende aumentar a consciencialização da população para a DPOC, sublinhando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado.
A Avenida da Liberdade foi identificada pela sua elevada visibilidade e intenso fluxo diário de peões e veículos, sendo uma das artérias mais movimentadas da cidade. A localização do mural junto a uma estação de monitorização da qualidade do ar, reforça simbolicamente a ligação direta entre ambiente urbano, poluição atmosférica e saúde respiratória, levando esta mensagem de saúde pública ao quotidiano de milhares de pessoas.
O mural é da autoria de Mariana Malhão2 (Underdogs Gallery), ilustradora e designer portuguesa reconhecida pelo seu trabalho de intervenção urbana com uma forte componente social e educativa, onde a arte é utilizada como ferramenta de comunicação, reflexão e consciencialização pública. A obra será inaugurada pelas 15h00.
A cerimónia de inauguração contará com a presença de representantes das entidades parceiras, da artista e com apoio institucional a esta iniciativa, de organizações científicas e de doentes ligadas à saúde respiratória, nomeadamente a RESPIRA – Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas, a Fundação Portuguesa do Pulmão, a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, o Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias (GRESP) da APMGF e a Sociedade Portuguesa de Pneumologia. A par do evento estará disponível a realização de espirometrias gratuitas à população, pela Fundação Portuguesa do Pulmão.
Para José Albino, presidente da RESPIRA, “A DPOC não pode continuar invisível nas políticas públicas nem no espaço urbano. Trata‑se de uma doença que rouba o fôlego em silêncio a centenas de milhares de portugueses e que, por ser tão subdiagnosticada, só é reconhecida quando já compromete gravemente a qualidade de vida. Torná‑la visível é, por isso, uma verdadeira urgência de saúde pública.”
O mural artístico pretende aumentar a consciencialização para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, alertando para o impacto da doença na capacidade respiratória e na qualidade de vida dos doentes. A obra de Mariana Malhão transforma uma infraestrutura técnica num local de consciência e num símbolo de esperança, utilizando a arte para tornar visível uma doença prevalente, mas ainda pouco diagnosticada e reconhecida.
A intervenção foi realizada com tintas de base sustentável, adequadas a contexto urbano, garantindo maior durabilidade do mural e menor impacto ambiental, alinhando a mensagem de saúde respiratória com uma preocupação ambiental consistente.