Um estudo publicado no jornal Obesity research & clinical practice baseado no Primeiro Inquérito Nacional de Saúde indicou que a obesidade abdominal continua a afetar grande parte da população portuguesa entre os 25 e os 74 anos.
Devido à forte ligação entre a obesidade abdominal e as doenças cardiovasculares, os especialistas realçam a importância de identificar precocemente esta condição, sendo esta uma prioridade nos Cuidados de Saúde Primários.
Um estudo publicado no jornal Obesity research & clinical practice baseado no Primeiro Inquérito Nacional de Saúde indicou que a obesidade abdominal continua a afetar grande parte da população portuguesa entre os 25 e os 74 anos. A análise de 4.812 participantes mostrou prevalências elevadas independentemente do método utilizado para medir a gordura abdominal: 40,3% segundo a circunferência da cintura (IC 95%: 38,0-42,5) , 43,6% através de um índice de forma corporal (IC 95%: 40,1-47,0), 65,2% pela relação cintura-quadril (IC 95%: 62,8-67,5) e 75,5% (IC 95%: 74,1-76,9) segundo a relação cintura-estatura.
O estudo identificou ainda os grupos mais vulneráveis: pessoas entre os 60 e os 74 anos, indivíduos sem escolaridade ou com apenas o ensino básico e trabalhadores de ocupações pouco qualificadas, como agricultores, operários e trabalhadores da construção civil. Estes padrões repetiram-se em todas as medidas analisadas, reforçando a consistência dos resultados.
Tendo em conta a forte associação entre obesidade abdominal e doenças cardiovasculares, os autores defendem que a identificação precoce deste tipo de obesidade deve ser uma prioridade na atenção primária à saúde, uma vez que medidas simples, como a avaliação da circunferência da cintura, podem ajudar a detetar precocemente situações de risco e orientar intervenções preventivas.
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