A Ordem dos Enfermeiros (OE) alerta que o impasse na aprovação do Plano de Desenvolvimento Organizacional (PDO) de 2025 está a travar a integração de 3.200 enfermeiros recém-licenciados no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Este instrumento de gestão é essencial para que as instituições de saúde possam avançar com novos contratos, mas a sua não aprovação está a empurrar muitos destes profissionais para fora do país.
Segundo dados da OE, metade destes novos enfermeiros já solicitou declarações para efeitos de emigração, uma tendência em agravamento num contexto em que Portugal enfrenta uma carência estimada de cerca de 14 mil profissionais de enfermagem só no Serviço Nacional de Saúde.
A Ordem dos Enfermeiros considera inaceitável que, num contexto de escassez de profissionais, o país continue a exportar enfermeiros por falta de planeamento e decisão política, comprometendo a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. Ainda mais numa altura em que foi tornado público, a 1 de outubro, o Plano para resposta sazonal em saúde durante o inverno.
Este alerta foi reforçado dia 3 de outubro, pelo Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, durante a sua presença na Cerimónia de Vinculação à Profissão da Secção Regional Sul da OE.
O evento decorreu na Quinta Acordeon, em Santo António da Charneca, Barreiro, e assinalou o momento simbólico em que os recém-licenciados em Enfermagem assumem o compromisso com a profissão, numa altura em que muitos destes jovens enfrentam a incerteza da integração no Serviço Nacional de Saúde.