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Primeiro balanço sobre novas diretrizes para a hipertensão arterial não controlada apresentado no Congresso Português de Cardiologia

O primeiro balanço sobre a implementação e o impacto das novas diretrizes para a hipertensão arterial não controlada foi apresentado por Joana Silva, Presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), no passado dia 24 de abril, durante o Congresso Português de Cardiologia. A sessão focou o estado da arte da Desnervação Renal (RDN) em Portugal, uma terapia inovadora destinada a doentes que não respondem à medicação.

A apresentação surge dois meses após o desenvolvimento de um consenso histórico sobre o tema, um documento desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) e pela APIC que unificou os critérios de referenciação para a RDN e que está atualmente a aguardar a sua publicação na Revista Portuguesa de Cardiologia. Este documento de âmbito nacional estabelece critérios técnicos, protocolos de seleção de doentes e boas práticas para a utilização segura desta técnica, clarificando o acesso a este procedimento minimamente invasivo, que se destina a tratar uma condição que afeta uma parte significativa dos 42,6% de adultos portugueses com hipertensão.

Na sua intervenção, a presidente da APIC abordou a importância do consenso como um ponto de partida essencial para a comunidade médica e as tendências que se esperam na referenciação de doentes, num fórum crucial que juntou os maiores especialistas em cardiologia do país.

“A apresentação do consenso no Congresso Português de Cardiologia foi um passo fundamental para introduzir estas diretrizes a uma audiência alargada de especialistas. O nosso foco, a partir de agora, será acompanhar a implementação, recolher o feedback da comunidade médica e trabalhar para que a Desnervação Renal se consolide como uma opção terapêutica acessível e eficaz para os doentes com hipertensão não controlada em Portugal”, afirma Joana Silva.

A hipertensão não controlada é um fator de risco primário para eventos cardiovasculares graves, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o enfarte do miocárdio. A discussão sobre o progresso na implementação da RDN no Congresso Português de Cardiologia representa um passo vital para solidificar a luta contra as doenças cardiovasculares no país.

Quinta-feira, 07 Maio 2026 16:05


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