Com a aproximação da conclusão da formação dos primeiros farmacêuticos especialistas através da Residência Farmacêutica, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) alerta para a necessidade de se definir os modelos de integração destes profissionais no sistema de saúde, nomeadamente na Carreira Farmacêutica no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Mais de 150 farmacêuticos iniciaram, no início de janeiro, um novo ciclo da Residência Farmacêutica, juntando-se aos mais de 400 colegas que se encontram nos restantes anos de formação. O novo ciclo foi assinalado dia 7 de janeiro, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, numa sessão que contou com a presença do Bastonário da OF, Helder Mota Filipe, do presidente do Conselho Diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), André Trindade, e do presidente da Comissão Nacional da Residência Farmacêutica, Armando Alcobia.
A Residência Farmacêutica é um percurso formativo estruturado, de quatro anos, constituído por formação teórica e prática e que visa conferir aos farmacêuticos a especialidade em Análises Clínicas, Farmácia Hospitalar ou Genética Humana.
Iniciado em 2023, o programa, gerido e coordenado pela ACSS, tem registado uma elevada procura, com o número de candidatos a superar, de forma consistente, as vagas disponibilizadas pelas instituições de saúde com idoneidade formativa.
Atualmente, cerca de 500 farmacêuticos estão a realizar a Residência Farmacêutica, distribuídos pelos quatro anos da residência: cerca de 400 em Farmácia Hospitalar, 100 em Análises Clínicas e 20 em Genética Humana.
Com a aproximação da conclusão da formação dos primeiros especialistas, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) considera importante definir, de forma atempada, os modelos de integração destes profissionais no sistema de saúde, nomeadamente, na Carreira Farmacêutica do SNS.
Para o Bastonário, é fundamental “assegurar a capacidade do SNS para acolher novos recursos humanos altamente qualificados que vão ajudar a ultrapassar os problemas estruturais que existem nas unidades de saúde do país, após um ciclo formativo de 4 anos que representa um investimento significativo, quer para os profissionais, quer para o próprio SNS”.
“Embora seja uma realidade dinâmica e em processo, com os primeiros residentes finalistas a concluir o programa este ano, a residência já demonstrou o seu carácter estrutural para a qualidade dos cuidados farmacêuticos prestados no SNS, com uma formação alinhada com as necessidades do sistema de saúde e com as exigências da profissão farmacêutica”, defende Helder Mota Filipe.
A OF tem acompanhado de forma próxima o desenvolvimento da Residência Farmacêutica e reafirma a sua disponibilidade para colaborar com as entidades competentes no acompanhamento deste processo, contribuindo para soluções que reforcem a sustentabilidade do SNS e assegurem a plena valorização dos
farmacêuticos especialistas, em benefício da qualidade dos cuidados de saúde prestados aos cidadãos.