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ULS Matosinhos identifica o impacto da disfagia pós-AVC em tempo de internamento e prognóstico funcional

A Unidade Local de Saúde de Matosinhos identificou, num estudo realizado no Hospital Pedro Hispano, o impacto significativo da disfagia orofaríngea após acidente vascular cerebral (AVC) no tempo de internamento e no prognóstico funcional dos doentes. A investigação analisou 137 doentes internados entre 2018 e 2023 e submetidos a videoendoscopia da deglutição, concluindo que cerca de 69% apresentavam disfagia.

Os doentes com dificuldade em deglutir registaram mais complicações, incluindo maior incidência de pneumonia de aspiração e necessidade de colocação de gastrostomia endoscópica percutânea. O impacto na gestão hospitalar também foi evidente: os doentes disfágicos permaneceram internados, em média, mais 15 dias do que aqueles sem alterações da deglutição.

No que diz respeito aos desfechos funcionais, a presença de disfagia associou-se a pior recuperação, maior probabilidade de institucionalização ou morte e agravamento superior na escala Modified Rankin Scale. Estes resultados reforçam a importância da avaliação precoce da deglutição após um AVC e da utilização sistemática de ferramentas como a videoendoscopia, permitindo diagnósticos mais precisos e intervenções atempadas.

O estudo destaca, assim, o peso clínico e organizacional da disfagia pós-AVC, sublinhando que a sua identificação e tratamento adequado podem melhorar significativamente o percurso de reabilitação e a qualidade de vida dos doentes.

Leia o artigo completo aqui.

Segunda-feira, 29 Dezembro 2025 01:14


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