Sendo a farmácia clínica uma das atividades por excelência do Farmacêutico Hospitalar, foi criada e desenvolvida pelos Serviços Farmacêuticos deste hospital, uma aplicação informática com o objetivo de registar intervenções realizadas por estes profissionais.
Com esta análise pretende-se quantificar e qualificar as Intervenções Farmacêuticas realizadas durante o 1.º Semestre dos anos de 2023, 2024 e 2025, assim como, através dos dados obtidos, identificar fragilidades dos procedimentos instituídos, numa perspetiva de melhoria.
Após a recolha retrospetiva dos dados constantes na aplicação informática, procedeu-se ao tratamento e análise estatística dos mesmos.


Os resultados obtidos revelam um crescimento do número de Intervenções Farmacêuticas ao longo do tempo em análise e permite definir um perfil de prevalência das mesmas.
Assim, os problemas de “dose/ frequência não conforme” e “duração/calendarização inadequada” são os mais frequentemente encontrados com 35% e 17%, respetivamente, seguidos dos de “sem autorização (CFT/Infarmed/Comissão de ética)”, “interação farmacológica” e “RAM (Reação Adversa a Medicamentos)”.
A análise demonstrou, ainda, que o farmacêutico se encontra preparado para responder às solicitações crescentes de intervenção.
As intervenções mais frequentes revelam problemas que poderão ser minimizados pela implementação da reconciliação farmacêutica numa consulta farmacêutica, assim como a implementação de protocolos e prescrições pré-definidas.
Com estas implementações conseguir-se-á reduzir o erro, melhorar a qualidade e segurança do serviço prestado e, em última análise, melhorar os resultados e diminuir os custos em saúde.
Este artigo tem a coautoria de: Catarina Lima, Daniela Brandão, Maria Francisca S. Carvalho, Sara Costa, Florbela Braga (Diretora dos Serviços Farmacêuticos) da Farmácia Hospitalar – Ambulatório IPO-Porto
