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Cardiology at a Glance: “Um ambicioso esforço de atualização”

O programa deste “Cardiology at a Glance”, agendado para os dias 30 e 31 de janeiro, cobre amplamente a atualidade em Cardiologia, desde os exames complementares de diagnóstico recentemente comparticipados às novas guidelines da ESC – divulgadas no final de agosto – e, ainda, novos fármacos para um conjunto alargado de patologias, em MGF, Medicina Interna e Cardiologia. Leia a entrevista de Nuno Cardim, coordenador de Cardiologia no Hospital CUF Descobertas.

 

News Farma (NF) | Quão ambicioso foi o esforço de atualização para responder aos mais recentes desafios colocados na atividade clínica?

Nuno Cardim (NC) | O programa “Cardiology at a Glance 2026” representa um ambicioso esforço de atualização, de cariz predominantemente prático, focado na realidade nacional onde todos trabalhamos.

Partindo do panorama dos fatores de risco cardiovascular em Portugal – que é demasiado grave para ser ignorado -, discutiremos os exames de diagnóstico recentemente comparticipados no nosso país, compreendendo em que situações devem ser pedidos e como devem ser interpretados, abordando a integração das mais recentes Guidelines da Sociedade Europeia de Cardiologia na prática clínica (que foram divulgadas no final de agosto). Baseada em casos clínicos, a seleção de novos fármacos e estratégias terapêuticas para múltiplas patologias relevantes em Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna e Cardiologia, demonstra a nossa preocupação em responder de modo prático e direto a novos desafios.

Todo este esforço reflete o compromisso em garantir que os nossos profissionais acedem rapidamente ao que de mais atual existe, tornando a atualização científica efetiva e impactante na qualidade dos cuidados prestados aos nossos doentes, em Portugal.

NF | O segundo dia de trabalhos do encontro é ocupado com o tema “O estado da arte no tratamento das grandes doenças cardiovasculares em Portugal”. Analisando o que se espera destas sessões: em que doenças o estado da arte está mais avançado e com bons resultados? E em que outras deverá o tratamento ser ainda mais optimizado a favor de melhores outcomes?

NC | A fibrilhação auricular, a doença valvular, a doença das artérias coronárias, a morte súbita e a insuficiência cardíaca são as principais epidemias cardiovasculares em Portugal. Em todas estas situações têm-se verificado grandes avanços terapêuticos, do tratamento médico à intervenção percutânea e ao tratamento cirúrgico, que em conjunto têm melhorado o seu prognóstico. Nesta sessão abordaremos em cada patologia, de uma forma integrada, o estado da arte na sua terapêutica. No entanto, em todas estas doenças existe ainda espaço para melhoria: além das novas armas terapêuticas, a melhoria dos outcomes necessita ainda de uma melhor organização dos cuidados e na integração de equipas multidisciplinares.

Hoje, gastamos 95% dos recursos no tratamento das patologias diagnosticadas e menos de 5% na prevenção das doenças cardiovasculares que mais afetam a população. Para melhorar verdadeiramente os resultados “no fim do dia”, é nesta desproporção – e, sobretudo, na aposta na prevenção – que temos que trabalhar.

NF | De que forma a participação neste congresso vai representar uma mais valia não só para os profissionais de Saúde participantes, mas, em última análise, para os doentes?

NC | A participação neste congresso representa um claro valor acrescentado, permitindo aos profissionais atualizar conhecimentos sobre o que se passa na sua realidade, no país onde trabalham, partilhando experiências reais e acedendo em primeira mão a recomendações orientadoras da sua prática. Isso repercute-se, a montante, em decisões clínicas mais seguras e personalizadas – impactando diretamente a prevenção, o prognóstico e a satisfação dos doentes. Além disso, fomentar a interdisciplinaridade e o conhecimento partilhado, potencia a adoção de melhores práticas e a redução das desigualdades no acesso aos cuidados cardiovasculares, um aspeto cada vez mais relevante em Portugal.

NF | Por fim, que mensagem gostaria de deixar aos profissionais de Saúde, da área da Cardiologia, mas também de outras, como a Medicina Geral e a Medicina Interna?

NC | A mensagem essencial é de união e compromisso contínuo com a formação pós-graduada, com partilha de experiências e colaboração entre especialidades. Só através deste espírito de atualização constante e de trabalho em equipa, colocando sempre o doente no centro, é possível garantir um melhor seguimento, diagnóstico precoce e uma gestão eficaz da patologia cardiovascular. Profissionais de Cardiologia, Medicina Geral e Familiar e Medicina Interna devem continuar a trabalhar em conjunto, valorizando a comunicação e a inovação, de modo a transformar positivamente a vida dos doentes e o panorama da saúde cardiovascular em Portugal.

Venha, participe e faça parte desta mudança! Pela melhoria dos cuidados de saúde cardiovascular dos portugueses.

Saiba mais aqui.

Terça-feira, 16 Dezembro 2025 12:16


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