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Comportamentos aditivos: respostas integradas a começar nos Cuidados Primários

Com o mote “Tratamento dos comportamentos aditivos: estratégias públicas e respostas no terreno”, a segunda sessão das #BreakTalks, uma iniciativa promovida pela News Farma, serviu de espaço de reflexão para Paulo Vitória. O psicólogo e professor da Universidade da Beira Interior salientou que, por trás das novas dependências tecnológicas, escondem-se vulnerabilidades antigas, exigindo uma atuação mais coesa que una a prevenção ao tratamento.

Recuando à década de 80, quando iniciou o trabalho com famílias afetadas pela dependência de heroína, Paulo Vitória recordou que os relatos de pertences a desaparecer de casa levantavam frequentemente suspeitas ligadas ao casino ou à prostituição. Para o especialista, a história repete-se: atualmente, por trás da adição à internet e aos ecrãs, encontramos de novo as problemáticas do jogo e da pornografia, demonstrando que lidamos com “problemas novos que já não são assim tão novos”. Perante este desafio, o professor universitário propõe uma rede de tratamento em forma de “funil”, onde a intervenção de primeira linha arranque obrigatoriamente nos Cuidados de Saúde Primários, garantindo depois a referenciação justificada para níveis mais especializados.

No que toca à prevenção, o psicólogo destacou o papel da escola como a via “mais fácil” para aceder simultaneamente aos jovens e às famílias, permitindo um trabalho crucial de educação e literacia em saúde. Esta articulação escolar deve aliar-se a políticas macro e micro que reduzam riscos e “empurrem” as pessoas com problemas para o sistema de saúde. Paulo Vitória enalteceu ainda a ligação “histórica” da sua classe profissional a esta área — que foi a “porta de entrada” dos psicólogos no Sistema Nacional de Saúde —, frisando que estes especialistas estão especificamente preparados para prestar apoio clínico e promover a comunicação nas comunidades.

Acompanhe as Break Talks aqui.

Segunda-feira, 25 Maio 2026 18:08


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