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Mortalidade por doenças do aparelho circulatório atinge valor mais baixo das últimas três décadas

Entre 2012 e 2023 registou-se uma redução relevante da taxa de mortalidade por doenças do aparelho circulatório, tendo a proporção de óbitos por estas doenças atingido, em 2023, o valor mais baixo das últimas três décadas. Os dados foram apresentados no evento “Doenças cérebro e cardiovasculares em Portugal – Progresso clínico e organizacional na última década”, organizado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), através do Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares.

Relativamente à taxa de mortalidade padronizada por doenças cerebrovasculares e por enfarte agudo do miocárdio, assistiu-se, entre 2017 e 2023 a uma redução acentuada, bem como a uma diminuição dos internamentos por doenças do aparelho circulatório, salientando-se uma redução substancial nos internamentos por insuficiência cardíaca.

No mesmo período, observou-se também uma melhoria consistente da letalidade intra-hospitalar no enfarte agudo do miocárdio e no acidente vascular cerebral isquémico, associada a um notório aumento do acesso a terapêuticas avançadas de reperfusão.

Nos Cuidados de Saúde Primários, registaram-se melhorias relevantes entre 2015 e 2024, com aumento da proporção de doentes com pressão arterial controlada, pessoas com diabetes com níveis de colesterol LDL controlado e um aumento marcado das consultas de cessação tabágica, sinalizando uma melhoria do controlo dos fatores de risco cardiovasculares.

Nos dados apresentados na Fundação Cidade de Lisboa, são identificados desafios, nomeadamente desigualdades regionais no acesso a cuidados diferenciados 24/7, a elevada letalidade dos AVC hemorrágicos, o crescente número de adultos com cardiopatia congénita e a necessidade de reforço dos cuidados primários, da reabilitação cardiovascular e da integração de cuidados.

Sexta-feira, 21 Novembro 2025 11:15


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