O balanço da 5.ª edição do Prémio Maria de Sousa “não podia ser melhor”, segundo Rui Costa, presidente do júri, destacando a “generosidade muito grande” da Fundação Bial e da Ordem dos Médicos (OM). Este prémio representa um papel crucial ao promover a Ciência e jovens cientistas numa altura em que é vital reafirmar a importância da investigação para a sociedade. Veja a entrevista.
O prémio já potenciou a carreira de 25 jovens cientistas que “têm mudado o mundo e que farão parte da fábrica da nossa sociedade, afirma Rui Costa. O júri enfrenta o desafio de selecionar apenas os cinco melhores projetos entre muitos e bons candidatos, uma dificuldade que, paradoxalmente, “também significa que há uma massa crítica cada vez maior” no país.
Rui Costa sublinha a dupla importância do Prémio Maria de Sousa: funciona simultaneamente como um prémio e uma bolsa. Por um lado, os vencedores sentem o reconhecimento nas suas instituições, e por outro, a bolsa permite-lhes realizar estágios em instituições estrangeiras, construindo novas colaborações internacionais, um aspeto fundamental na ciência atual. O prémio é uma homenagem que mantém vivo o legado de Maria de Sousa, não só pelo seu trabalho científico, mas também pela “escola” que ajudou a formar e que continua através destes prémios, garantindo que “esse legado de ciência está no futuro”.
A continuidade da iniciativa, assegurada pelo apoio da Fundação Bial , é crucial, porque a sua previsibilidade permite aos jovens cientistas planearem as suas carreiras a longo prazo, sendo que “se demora uma geração a formar um cientista”, conclui Rui Costa.
