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Prevenção de comportamentos aditivos começa na formação desde o ensino pré-escolar

Chegados ao final destas três sessões do Break Talks, João Faria, psicólogo clínico, sublinha a urgência de criar legislação específica, informar as famílias e iniciar a educação preventiva logo nos primeiros anos de escolaridade. O especialista alerta para os riscos escondidos em produtos digitais de uso diário e apela a uma maior literacia para evitar impactos destrutivos nas famílias. Assista à entrevista.

João Faria faz um balanço positivo das três sessões, destacando o quão “maravilhoso que é poder sentar à mesa com o domínio público e o domínio privado para discutir este tema, em particular, e ver o que é que pode surgir em termos de ideias”. O psicólogo clínico reforça que “estas conversas permitiram trazer visões diferentes para uma abordagem comum” com o objetivo de criar um documento capaz de “influenciar aqueles que tomam as devidas decisões dentro do campo”. Quanto à pertinência e urgência do debate, não tem dúvidas e considera que o tema das adições necessita ser “discutido e ampliado”.

Olhando para a realidade nacional, para o especialista, as urgências concentram-se em duas frentes fundamentais: a legislação e a literacia. “Do ponto de vista legal, existe aqui um claríssimo campo para ser trabalhado e para se introduzirem leis e despachos, como decretos que possam proteger mais os vulneráveis”, alerta, lembrando que “a população não está devidamente protegida nesse sentido legal” no que toca às novas dependências sem substância, como os videojogos. Por outro lado, prioriza a consciencialização, referindo que “do ponto de vista da informação, é fundamental que as famílias, as crianças e os jovens que estão sujeitos a estas pressões dos media, do marketing e das empresas consigam capacitar-se mais e melhor”, reflete.

Para passar do debate à ação, uma recomendação urgente para implementar no imediato passa pela prevenção através do ensino. A concretização prática desta medida passaria pelo ambiente escolar logo nas idades mais tenras. Segundo explica, “isso implicaria ir até provavelmente ao ensino pré-escolar e começar desde o ensino pré-escolar a formar quer os professores, quer as crianças e as respetivas famílias sobre os temas importantes quer do gaming, quer do gambling”. O passo seguinte seria “estendê-lo ao longo de toda a escola como um tema pertinente a ser discutido, a ser refletido e até a ser partilhado pelos próprios alunos”.

Acompanhe as Break Talks aqui.

Segunda-feira, 07 Setembro 2026 16:09


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