A urgência de consciencializar a sociedade para formas de dependência que vão além das substâncias tradicionais pautou a intervenção de Elsa Belo na segunda sessão das #BreakTalks. Promovido pela News Farma sob o mote “Tratamento dos comportamentos aditivos: estratégias públicas e respostas no terreno”, o evento contou com a presença da diretora técnica da associação Ares do Pinhal, que rejeitou visões repressivas e sublinhou a necessidade de uma comunicação mais integrativa para lidar com as adições atuais.
Durante a sua análise, Elsa Belo lembrou que a dependência já não se limita ao álcool, heroína ou tabaco, estendendo-se a elementos do dia a dia como os ecrãs, o jogo e até à comida. Para a especialista, o desafio passa por ensinar as pessoas, desde tenra idade, a cuidarem de si próprias e a perceberem quando um comportamento inofensivo se torna numa ferramenta compensatória e abusiva.
Assumindo-se claramente como uma defensora da redução de danos, a diretora técnica demarcou-se de políticas extremas: “Não sou proibicionista. Não aprendi a proibir. Aprendi, sim, a moderar e a fazer um bom uso daquilo que temos disponível”. Aplicando este conceito tanto ao mundo digital como ao consumo de álcool, a especialista destacou que intervir de forma eficaz exige proximidade, acessibilidade ao diálogo e pontos de referenciação claros para quem procura ajuda. Para que tudo isto resulte, sublinhou que a linguagem utilizada pelos profissionais não pode ser repressiva, devendo antes ser “integrativa, informativa e compreensiva”.
Acompanhe as Break Talks aqui.
