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	<title>Arquivo de By News Farma - News Farma</title>
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	<description>Comunicamos Saúde.</description>
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	<title>Arquivo de By News Farma - News Farma</title>
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	<item>
		<title>O medicamento não acaba quando deixa de ser necessário</title>
		<link>https://newsfarma.pt/by-news-farma/o-medicamento-nao-acaba-quando-deixa-de-ser-necessario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Branquinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 10:54:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[By News Farma]]></category>
		<category><![CDATA[News Farma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 25 de setembro assinala-se o Dia Mundial do Farmacêutico. É uma oportunidade para reconhecer uma profissão que naturalmente associamos ao medicamento, ao aconselhamento e à proximidade com os cidadãos. Mas há uma dimensão menos visível desse trabalho que merece igualmente ser lembrada: o seu importante e fundamental papel quando o medicamento deixa de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 25 de setembro assinala-se o Dia Mundial do Farmacêutico. É uma oportunidade para reconhecer uma profissão que naturalmente associamos ao medicamento, ao aconselhamento e à proximidade com os cidadãos. Mas há uma dimensão menos visível desse trabalho que merece igualmente ser lembrada: o seu importante e fundamental papel quando o medicamento deixa de ser necessário.</p>
<p>Todos temos medicamentos em casa. Uma caixa que sobrou de um tratamento, um xarope que passou de prazo, comprimidos que já não são utilizados, fazem parte do quotidiano de milhões de famílias e, precisamente por isso, existe uma pergunta que deveria ser tão natural como saber quando e como os devemos tomar:  que destino lhes devemos dar quando já não precisamos deles?</p>
<p>Apesar do último inquérito/sondagem que realizamos ter apontado que 64% dos portugueses entrega nas farmácias e/ou lojas de saúde/parafarmácias os medicamentos e embalagens que já não necessitam, a resposta ainda não é suficientemente conhecida.</p>
<p>Medicamentos fora de uso ou de prazo não podem ser tratados como resíduos domésticos indiferenciados. Não devem ser colocados no lixo comum, separados nos ecopontos, nem despejados no lavatório ou na sanita. Existe um circuito próprio para a sua recolha e tratamento e, nesse circuito, as farmácias e as lojas de saúde/parafarmácias aderentes ao sistema VALORMED desempenham um papel fundamental.</p>
<p>É talvez um dos exemplos mais interessantes de como uma infraestrutura que associamos à prestação de cuidados de saúde pode também contribuir para a protecção ambiental.</p>
<p>Para grande ou maior parte da população, as farmácias são os pontos de saúde mais próximos e acessíveis. É onde procuramos aconselhamento, esclarecemos dúvidas, adquirimos os medicamentos de que necessitamos e encontramos profissionais em quem confiamos. Essa relação de proximidade torna-a também um lugar privilegiado para promover comportamentos responsáveis depois da utilização do medicamento.</p>
<p>Porque recolher é apenas uma parte do processo, é igualmente importante explicar.</p>
<p>Mas o que pode ser entregue? Medicamentos fora de uso ou de prazo e as embalagens que estiveram em contacto com esses medicamentos. E o que não pertence a este circuito? Aqueles produtos que naturalmente associamos a “saúde”, como agulhas e seringas com agulhas não descartáveis, material de penso, termómetros, aparelhos eléctricos ou electrónicos, entre tantos outros que exigem destinos diferentes.</p>
<p>Pode parecer uma distinção simples, mas é precisamente neste tipo de decisões quotidianas que a literacia ambiental e em saúde se torna relevante.</p>
<p>Quando um cidadão entra num ponto de recolha VALORMED com medicamentos que já não utiliza e pergunta onde os deve entregar, há muito mais a acontecer do que a simples deposição de uma embalagem num contentor. Existe um profissional que pode esclarecer, orientar e ajudar a criar um hábito. E os hábitos contam.</p>
<p>Quanto mais natural for devolver os medicamentos que deixámos de utilizar, menor será a probabilidade de estes acabarem em circuitos inadequados. É um gesto pequeno à escala de cada pessoa, mas significativo quando multiplicado por todos os pontos de recolha e pelos milhões de portugueses que todos os anos utilizam medicamentos.</p>
<p>Há também aqui uma ideia de responsabilidade partilhada que merece ser valorizada. A sustentabilidade do medicamento não depende apenas de quem o produz ou distribui. Depende de uma cadeia que envolve indústria, distribuição, farmácias, lojas de saúde/parafarmácias, profissionais de saúde e cidadãos. Cada um intervém num momento diferente, mas todos contribuem para que o ciclo seja concluído de forma responsável.</p>
<p>Ao cidadão cabe um gesto particularmente simples: não guardar indefinidamente aquilo de que já não necessita e não eliminar medicamentos através do lixo doméstico, ecopontos ou esgotos. Ao farmacêutico cabe algo que faz parte da própria essência da profissão: informar e orientar.</p>
<p>Num tempo em que falamos tanto de sustentabilidade, economia circular e responsabilidade ambiental, talvez seja útil recordar que algumas das mudanças mais eficazes não começam necessariamente em grandes decisões. Começam em comportamentos quotidianos, repetidos por muitas pessoas.</p>
<p>Levar aos pontos de recolha VALORMED os medicamentos e embalagens que já não utilizamos é um desses comportamentos.</p>
<p>Por isso, neste Dia Mundial do Farmacêutico, vale a pena reconhecer também esta dimensão menos conhecida de uma profissão profundamente ligada à comunidade. O farmacêutico não está apenas presente quando começa a utilização de um medicamento. Pode ajudar-nos também a garantir que, quando esse medicamento deixa de ser necessário, sabemos o que fazer com ele.</p>
<p>E fechar corretamente esse ciclo é, simultaneamente, uma forma de cuidar da nossa saúde, da saúde dos outros e do ambiente.</p>
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		<title>Porque é que continuamos a ignorar a enxaqueca?</title>
		<link>https://newsfarma.pt/by-news-farma/porque-e-que-continuamos-a-ignorar-a-enxaqueca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Branquinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 13:59:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[By News Farma]]></category>
		<category><![CDATA[News Farma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao contrário de muitas outras dores, a enxaqueca continua a esconder-se atrás de um nome que soa a queixa comum. E é, de facto, uma queixa comum, já que cerca de dois milhões de portugueses vivem com enxaqueca. No entanto, a dimensão do problema não se traduz em visibilidade e tratamento. Pelo contrário: segundo o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao contrário de muitas outras dores, a enxaqueca continua a esconder-se atrás de um nome que soa a queixa comum. E é, de facto, uma queixa comum, já que cerca de dois milhões de portugueses vivem com enxaqueca. No entanto, a dimensão do problema não se traduz em visibilidade e tratamento. Pelo contrário: segundo o estudo &#8216;Enxaqueca nas Mulheres — O Padrão Hormonal Invisível&#8217;, da Aliança Europeia para a Enxaqueca e Cefaleias, um terço (33%) das mulheres com sintomas compatíveis com enxaqueca nunca consultou um médico; uma quase maioria (42%) nunca recebeu um diagnóstico médico e 72% recorrem à automedicação.</p>
<p>É como se esta doença neurológica crónica não tivesse a possibilidade de incapacitar por completo, ou não fosse aquilo que verdadeiramente é: um problema que condiciona, que limita, que impede o funcionamento normal. Tratar a enxaqueca apenas como uma dor de cabeça é reduzi-la a um incómodo passageiro, quando os números mostram outra coisa bem diferente: ainda de acordo com o mesmo estudo, 92% das mulheres com enxaqueca confirmam que as crises as impediram de trabalhar, de estudar ou de cumprir as suas tarefas diárias durante, pelo menos, um dia inteiro.</p>
<p>Estamos a falar de uma condição que se pode manifestar como uma dor moderada a forte, pulsátil ou latejante, acompanhada de náuseas e vómitos e de uma maior sensibilidade à luz, ao ruído e aos cheiros. Um problema que não se limita a desaparecer, mas persiste no tempo, manifestando-se sob a forma de episódios recorrentes, o que faz com que muitos normalizem o que sentem e, mais do que isso, se adaptem à doença em vez de procurar formas de a resolver.</p>
<p>Como? Consultando um especialista. Na presença de crises recorrentes, quando a frequência ou a intensidade aumentam, quando os sintomas interferem com o trabalho, os estudos ou a vida familiar, quando é necessário recorrer frequentemente a medicação ou quando se sente dificuldade em controlar as crises, a procurar de ajuda médica não é exagerar, mas o único caminho para perceber o que está por detrás da dor, distinguir a enxaqueca de outros tipos de cefaleia e definir o tratamento certo para cada pessoa.</p>
<p>Quebrar o ciclo da dor e libertar-se da prisão que é a enxaqueca começa pelo diagnóstico, que continua a chegar tarde ou a não chegar de todo, como mostram os dados já referidos. Sem diagnóstico, não há tratamento dirigido, apenas a gestão de uma dor feita à base de automedicação, com enormes custos pessoais e para a sociedade, fruto da incapacidade causada. E é essa ausência de resposta clínica, mais do que a doença em si, que transforma a enxaqueca numa condição em que se sofre em silêncio, em vez de uma condição que se trata.</p>
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		<item>
		<title>Enfermagem: quando a procura pelo curso encontra a necessidade de redesenhar os cuidados de saúde</title>
		<link>https://newsfarma.pt/by-news-farma/enfermagem-quando-a-procura-pelo-curso-encontra-a-necessidade-de-redesenhar-os-cuidados-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Branquinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 16:14:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[By News Farma]]></category>
		<category><![CDATA[News Farma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os resultados da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026 deixam uma mensagem que merece ser lida para além das notas de entrada: Enfermagem continua a ser um curso procurado e socialmente valorizado. A procura não está apenas nas instituições do litoral ou nas escolas com maior tradição, uma vez [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os resultados da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026 deixam uma mensagem que merece ser lida para além das notas de entrada: Enfermagem continua a ser um curso procurado e socialmente valorizado. A procura não está apenas nas instituições do litoral ou nas escolas com maior tradição, uma vez que o curso mantém uma atratividade transversal e uma imagem de profissão com futuro.</p>
<p>Essa perceção é sustentada pelos dados de empregabilidade dos enfermeiros recém-licenciados, embora questões relevantes continuem a ser dimensões fundamentais para avaliar a qualidade dessa empregabilidade.</p>
<p>Há, contudo, outra questão que merece ser colocada no centro deste debate. O ensino superior público não absorve toda a procura existente por Enfermagem. Em 2026, as instituições públicas disponibilizaram 1.993 vagas, enquanto o ensino privado e cooperativo disponibiliza 972, correspondendo aproximadamente a 33% da oferta total nacional.</p>
<p>Este peso do ensino privado não deve ser encarado como um elemento periférico. É uma componente relevante da capacidade formativa nacional em Enfermagem. Num país que precisa de mais enfermeiros, a existência de uma rede diversificada de instituições de ensino superior, públicas e privadas, contribui para aumentar a capacidade de formação e evitar que jovens que pretendem seguir esta profissão sejam simplesmente afastados do ensino superior por insuficiência de oferta pública. A questão merece ainda mais atenção quando analisada à luz dos dados internacionais.</p>
<p>Os dados da OCDE indicam que Portugal deveria ocupar um lugar central no debate público. No <em>Country Health Profile 2025</em> é referido que Portugal formou, em 2023, apenas 28 novos enfermeiros por 100 mil habitantes, face a 44 na média dos países da OCDE e, 31 para os países da União Europeia. Estamos, portanto, abaixo da média europeia e da OCDE. Esta organização assinala, ainda, que o número de diplomados caiu desde 2010 e só mais recentemente estabilizou.</p>
<p>Esta realidade cria uma aparente contradição que devemos transformar numa prioridade política: Enfermagem é procurada pelos estudantes, apresenta elevada empregabilidade e, simultaneamente, Portugal forma menos enfermeiros do que seria desejável face aos seus parceiros europeus. Não parece sensato responder a este problema reduzindo a importância do ensino privado ou deixando por aproveitar capacidade formativa existente. Pelo contrário, a capacidade de todas as instituições acreditadas deve ser enquadrada numa estratégia nacional de formação, qualidade e retenção de profissionais.</p>
<p>Mas formar mais enfermeiros não basta. É necessário utilizar melhor os enfermeiros que já temos.</p>
<p>Esta é, em particular, uma questão decisiva nos cuidados de saúde primários, que continuam organizados em torno de fluxos de trabalho, que concentram nos médicos, cuidados que podem ser partilhados ou assumidos por outros profissionais com competência específica. Os enfermeiros de família podem e devem assumir um conjunto mais amplo de cuidados, em complementaridade com os médicos de família, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e outros profissionais, tão necessários na porta de entrada do SNS.</p>
<p>O exemplo da vigilância da gravidez de baixo risco obstétrico é particularmente relevante, uma vez que o desenho de modelos em que os enfermeiros especialistas em Saúde Materna e Obstétrica assumem maior responsabilidade, articulando com os médicos e garantindo a referenciação quando necessário, demonstra que a discussão não precisa de ser apresentada como substituição profissional. Deve ser colocada em termos de complementaridade, competências e organização do trabalho.</p>
<p>É esta mudança de paradigma que precisamos de levar aos restantes cuidados de saúde primários. A intervenção mais diferenciada no acompanhamento de pessoas com doença crónica estável, a vigilância oncológica, a saúde sexual e reprodutiva, os cuidados domiciliários e a intervenção continuada junto de cuidadores familiares são exemplos de áreas em que os enfermeiros de família podem ter responsabilidades acrescidas.</p>
<p>Se queremos responder ao envelhecimento da população, à multimorbilidade e à escassez de profissionais, não podemos continuar a organizar o trabalho de saúde segundo modelos desenhados para outra(s) realidade(s).</p>
<p>Portugal necessita de formar mais enfermeiros, valorizar a capacidade formativa pública e privada e, sobretudo, redesenhar os processos de trabalho para aproveitar plenamente as competências desses profissionais. A elevada procura pelo curso é uma boa notícia para os jovens. A elevada empregabilidade é uma boa notícia para o país. Mas a verdadeira oportunidade está em transformar essas duas realidades numa estratégia para um SNS mais acessível, mais eficiente e mais sustentável.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Prevenção de comportamentos aditivos começa na formação desde o ensino pré-escolar</title>
		<link>https://newsfarma.pt/by-news-farma/prevencao-de-comportamentos-aditivos-comeca-na-formacao-desde-o-ensino-pre-escolar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Branquinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 15:09:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[By News Farma]]></category>
		<category><![CDATA[News Farma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chegados ao final destas três sessões do Break Talks, João Faria, psicólogo clínico, sublinha a urgência de criar legislação específica, informar as famílias e iniciar a educação preventiva logo nos primeiros anos de escolaridade. O especialista alerta para os riscos escondidos em produtos digitais de uso diário e apela a uma maior literacia para evitar impactos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Chegados ao final destas três sessões do Break Talks, <strong>João Faria</strong>, psicólogo clínico, sublinha a urgência de criar legislação específica, informar as famílias e iniciar a educação preventiva logo nos primeiros anos de escolaridade. O especialista alerta para os riscos escondidos em produtos digitais de uso diário e apela a uma maior literacia para evitar impactos destrutivos nas famílias. Assista à entrevista.</p>
<p><iframe title="Prevenção de comportamentos aditivos começa na formação desde o ensino pré-escolar" src="https://player.vimeo.com/video/1208474414?h=0e2d0ad361&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe></p>
<p>João Faria faz um balanço positivo das três sessões, destacando o quão “maravilhoso que é poder sentar à mesa com o domínio público e o domínio privado para discutir este tema, em particular, e ver o que é que pode surgir em termos de ideias”. O psicólogo clínico reforça que “estas conversas permitiram trazer visões diferentes para uma abordagem comum” com o objetivo de criar um documento capaz de “influenciar aqueles que tomam as devidas decisões dentro do campo”. Quanto à pertinência e urgência do debate, não tem dúvidas e considera que o tema das adições necessita ser “discutido e ampliado”.</p>
<p>Olhando para a realidade nacional, para o especialista, as urgências concentram-se em duas frentes fundamentais: a legislação e a literacia. “Do ponto de vista legal, existe aqui um claríssimo campo para ser trabalhado e para se introduzirem leis e despachos, como decretos que possam proteger mais os vulneráveis”, alerta, lembrando que “a população não está devidamente protegida nesse sentido legal” no que toca às novas dependências sem substância, como os videojogos. Por outro lado, prioriza a consciencialização, referindo que “do ponto de vista da informação, é fundamental que as famílias, as crianças e os jovens que estão sujeitos a estas pressões dos media, do marketing e das empresas consigam capacitar-se mais e melhor”, reflete.</p>
<p>Para passar do debate à ação, uma recomendação urgente para implementar no imediato passa pela prevenção através do ensino. A concretização prática desta medida passaria pelo ambiente escolar logo nas idades mais tenras. Segundo explica, “isso implicaria ir até provavelmente ao ensino pré-escolar e começar desde o ensino pré-escolar a formar quer os professores, quer as crianças e as respetivas famílias sobre os temas importantes quer do gaming, quer do gambling”. O passo seguinte seria “estendê-lo ao longo de toda a escola como um tema pertinente a ser discutido, a ser refletido e até a ser partilhado pelos próprios alunos”.</p>
<p>Acompanhe as Break Talks <a href="https://mediconews.pt/tag/break-talks/">aqui.</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Comportamentos aditivos em Portugal: “Temos de continuar a acompanhar de perto e a refletir em conjunto”</title>
		<link>https://newsfarma.pt/by-news-farma/comportamentos-aditivos-em-portugal-temos-de-continuar-a-acompanhar-de-perto-e-a-refletir-em-conjunto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Branquinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 14:23:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[By News Farma]]></category>
		<category><![CDATA[News Farma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O debate em torno dos comportamentos aditivos em Portugal exige uma reformulação na postura dos serviços de saúde, priorizando o acolhimento imediato e a eliminação de barreiras administrativas. No encerramento do ciclo de debates Break Talks, Elsa Belo, diretora técnica da Associação Ares do Pinhal, defendeu que a redução de riscos deve ser a principal porta [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O debate em torno dos comportamentos aditivos em Portugal exige uma reformulação na postura dos serviços de saúde, priorizando o acolhimento imediato e a eliminação de barreiras administrativas. No encerramento do ciclo de debates Break Talks, <strong>Elsa Belo</strong>, diretora técnica da Associação Ares do Pinhal, defendeu que a redução de riscos deve ser a principal porta de entrada para o sistema. A especialista alertou para a necessidade de humanizar a linguagem clínica e avisou que o foco nas novas dependências digitais não pode deixar crescer, no silêncio, o problema das “drogas duras” e do álcool. Assista à entrevista.</p>
<p><iframe title="Comportamentos aditivos em Portugal: “Temos de continuar a acompanhar de perto e a refletir em conjunto”" src="https://player.vimeo.com/video/1208472927?h=cecd538456&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe></p>
<p>Para Elsa Belo, o balanço das sessões de trabalho reforça que a discussão em torno das adições é uma necessidade permanente e dinâmica. O surgimento de novas realidades não anula os problemas históricos do país, obrigando os profissionais a saírem da sua zona de conforto. “Os comportamentos aditivos em Portugal nunca, mas nunca devem deixar de ser falados. Temos de continuar a acompanhar de perto, a refletir em conjunto e a envolver quer os atores da sociedade civil, como todas as instituições públicas”, reforça.</p>
<p>Uma das principais urgências identificadas na realidade nacional prende-se com a abordagem clínica e a forma como os técnicos comunicam com os utentes e relembra que “sem a empatia necessária não é possível chegar à pessoa. A linguagem, segundo a diretora técnica, tem o poder de determinar o sucesso ou o fracasso de uma intervenção.</p>
<p>Embora reconheça a importância de estudar e mapear os novos comportamentos aditivos sem substância, como o <em>gaming</em> (videojogos) e o <em>gambling</em> (jogo a dinheiro), Elsa Belo deixa um alerta sobre o risco de desviar o foco das frentes clássicas de combate. O grande receio do terreno é que as dependências tradicionais continuem a progredir sem a devida atenção mediática ou governamental. Adicionalmente, sublinha que o consumo de álcool entre as camadas mais jovens tem de se manter no topo das prioridades nacionais.</p>
<p>Para passar do debate à prática regulamentar, a diretora técnica propõe a aplicação imediata de estratégias de redução de riscos e minimização de danos como o primeiro ponto de contacto em toda a rede assistencial. Como medida estrutural urgente, a especialista elege o fim das amarras administrativas para acelerar as respostas no terreno. O objetivo final é garantir que os centros de tratamento funcionem com “portas abertas”, oferecendo respostas rápidas, desburocratizadas e visíveis, permitindo que qualquer cidadão saiba exatamente onde pedir ajuda.</p>
<p>Acompanhe as Break Talks <a href="https://mediconews.pt/tag/break-talks/">aqui.</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://newsfarma.pt/by-news-farma/comportamentos-aditivos-em-portugal-temos-de-continuar-a-acompanhar-de-perto-e-a-refletir-em-conjunto/">Comportamentos aditivos em Portugal: “Temos de continuar a acompanhar de perto e a refletir em conjunto”</a> aparece primeiro em <a href="https://newsfarma.pt">News Farma</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Porto acolhe a elite mundial da investigação em incretinas: “Um reconhecimento da contribuição nacional”</title>
		<link>https://newsfarma.pt/by-news-farma/porto-acolhe-a-elite-mundial-da-investigacao-em-incretinas-um-reconhecimento-da-contribuicao-nacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Branquinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 11:40:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[By News Farma]]></category>
		<category><![CDATA[News Farma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>News Farma (NF) &#124; Em 2026, o European Incretin Study Group da Sociedade Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD) irá reunir no Porto. O que representa para a comunidade nacional acolher esta reunião e quais são as expectativas para esta edição? Mariana P. Monteiro (MPM) &#124; O European Incretin Study Group Meeting 2026 decorrerá [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Em 2026, o <em>European Incretin Study Group</em> da Sociedade Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD) irá reunir no Porto. O que representa para a comunidade nacional acolher esta reunião e quais são as expectativas para esta edição?</strong></p>
<p><strong>Mariana P. Monteiro (MPM) | </strong>O <em>European Incretin Study Group Meeting</em> 2026 decorrerá de 3 a 5 de setembro, no Instituto de Ciências Abel Salazar da Universidade do Porto.  Esta será a sexta edição de uma reunião de peritos internacionais com interesse no tema, depois de cinco encontros muito bem-sucedidos realizados em 2015, em Copenhaga; 2017, em Pisa; 2019, em Bochum; 2022, em Lausanne; e 2024, em Cambridge.</p>
<p>Ao longo destas edições, as reuniões do <em>European Incretin Study Group</em> têm sido organizadas em contexto académico pelos respetivos <em>Chairs do Steering Committee </em>do Grupo, cargo que assumi no presente biénio.</p>
<p>Receber este grupo de cerca de 150 médicos e académicos com interesse na fisiologia e fisiopatologia das incretinas e nas suas aplicações clínicas, na Universidade do Porto, constitui, para Portugal, um reconhecimento da contribuição nacional para esta área. É também uma oportunidade para dar maior visibilidade à investigação que se desenvolve em Portugal e para reforçar a integração dos nossos investigadores nas redes científicas internacionais. As expectativas para esta edição são, por isso, muito elevadas.</p>
<p><strong>NF | As terapêuticas baseadas em incretinas transformaram profundamente o tratamento da diabetes tipo 2 e da obesidade. Em que ponto se encontra atualmente esta área e quais considera serem os avanços mais promissores que serão discutidos durante a reunião?</strong></p>
<p><strong>MPM |</strong> Estamos numa fase de crescimento exponencial da investigação nesta área. Como referiu, a descoberta das incretinas foi revolucionária e modificou profundamente a prática clínica e o tratamento da diabetes tipo 2 da obesidade. Será este o tema da sessão plenária de abertura, proferida pelo Professor Michael Nauck, responsável pela descoberta do efeito incretina, que será moderada pelo Professor Jens J Holst, responsável pela descoberta da primeira incretina com aplicação clínica, o GLP-1.</p>
<p>Porém, neste momento, a investigação tem mostrado que existem outras áreas terapêuticas nas quais a sua aplicação é igualmente promissora, o que está bem refletido no programa científico desta reunião. Um dos temas particularmente relevantes é a sessão sobre GLP-1 e comunicação intestino-cérebro. Compreender como os sinais provenientes do intestino são integrados pelo sistema nervoso central ajuda-nos a perceber melhor fenómenos como a regulação da ingestão alimentar e do metabolismo. É este percurso, da biologia fundamental para a compreensão da doença e, posteriormente, para o desenvolvimento de novas terapêuticas, que torna a investigação nesta área tão relevante. Quanto melhor compreendermos os mecanismos, maior será a nossa capacidade de desenvolver tratamentos mais eficazes e de explorar novas ferramentas terapêuticas.</p>
<p><strong>NF | Para além da sessão plenária de abertura, a reunião integra sessões de comunicações orais e apresentação de posters. Que oportunidades oferece este encontro para o desenvolvimento de novas colaborações e para a afirmação dos jovens investigadores?</strong></p>
<p><strong>MPM |</strong> O formato científico do <em>European Incretin Study Group</em> tem precisamente como objetivo estimular a apresentação e discussão dos trabalhos mais recentes nesta área.</p>
<p>As sessões científicas são exclusivamente organizadas com base nos resumos submetidos, selecionados pelo <em>steering committee</em> para apresentação oral ou em formato de poster. Esta abordagem tem tido bastante sucesso na promoção da participação de cientistas e clínicos, tanto académicos como da indústria farmacêutica, permitindo a apresentação e discussão dos avanços científicos mais recentes.</p>
<p>Para os jovens investigadores, esta é uma oportunidade particularmente relevante. Apresentar o seu trabalho perante uma comunidade de peritos internacionais permite dar visibilidade ao seu trabalho, estabelecer contactos que podem vir a resultar em novas colaborações e ainda a possibilidade de receber um dos três prémios de <em>Outstanding Early Career Researcher</em>.</p>
<p><strong>NF | Enquanto investigadora, endocrinologista e atual <em>Chair da Steering Committee do European Incretin Study Group</em>, que mensagem gostaria de deixar aos investigadores e clínicos do grupo que irão participar nesta reunião no Porto?</strong></p>
<p><strong>MPM | </strong>Teremos um programa científico muito estimulante. Será igualmente um privilégio receber-vos no ICBAS – Universidade do Porto, uma instituição académica nacional de referência, que alia uma forte tradição no ensino e na investigação a um ambiente particularmente favorável à discussão e à colaboração científica. Espero que, para além da ciência, consigam também descobrir o Porto, uma cidade histórica, com uma identidade muito própria e uma enorme riqueza cultural.</p>
<p>Venham ao Porto, partilhem a vossa ciência, estabeleçam novas colaborações e, acima de tudo, que levem boas memórias!</p>
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		<title>A urgência de uma abordagem multissetorial: &#8220;Tentar acompanhar as novas tendências não nos pode fazer esquecer as antigas&#8221;</title>
		<link>https://newsfarma.pt/by-news-farma/a-urgencia-de-uma-abordagem-multissetorial-tentar-acompanhar-as-novas-tendencias-nao-nos-pode-fazer-esquecer-as-antigas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Branquinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 08:15:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[By News Farma]]></category>
		<category><![CDATA[News Farma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No encerramento das Break Talks, José Queiroz, psicólogo na Agência Piaget para o Desenvolvimento (APDES), faz um balanço positivo da iniciativa, defendendo a urgência de uma abordagem multissetorial. O especialista alerta para a necessidade de equilibrar o mediatismo das novas adições virtuais com o apoio contínuo a milhares de consumidores crónicos de heroína e cocaína. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No encerramento das <em>Break Talks</em>, <strong>José Queiroz</strong>, psicólogo na Agência Piaget para o Desenvolvimento (APDES), faz um balanço positivo da iniciativa, defendendo a urgência de uma abordagem multissetorial. O especialista alerta para a necessidade de equilibrar o mediatismo das novas adições virtuais com o apoio contínuo a milhares de consumidores crónicos de heroína e cocaína. Como solução, propõe uma gestão comunitária e descentralizada, avisando que o sucesso do modelo exige, obrigatoriamente, um reforço urgente do orçamento do Estado. Assista à entrevista.</p>
<p><iframe title="A urgência de uma abordagem multissetorial: &quot;Tentar acompanhar as novas tendências nã" src="https://player.vimeo.com/video/1208472924?h=19fc6ffabf&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe></p>
<p>José Queiroz destacou que a partilha entre profissionais trouxe uma consciência acrescida para a necessidade de articular a saúde com áreas como a habitação e a segurança social. Avisou, contudo, que a visibilidade pública de novas dependências sem substância não pode fazer o país esquecer os consumos clássicos, estimando que restam entre 30 a 50 mil pessoas altamente vulneráveis em Portugal que necessitam de apoio diário. A tentativa de acompanhar as novas modas digitais &#8220;não nos pode fazer esquecer destas tendências antigas que vêm desde os finais dos anos 70, 80 e que ainda se mantêm&#8221;, frisou.</p>
<p>Para passar à ação com medidas que exigem sobretudo uma mudança de mentalidade, recomendou a inclusão de &#8220;educadores de pares&#8221; nas equipas no terreno e a criação de assembleias comunitárias locais para desenhar as respostas. Desafiou ainda o ICAD a promover um diálogo horizontal entre o Estado e a sociedade civil, pondo fim à verticalidade das decisões. No seu entender, &#8220;são os desenhos estratégicos, são as políticas que se devem ajustar à realidade e ao sofrimento das pessoas, de forma a que possamos cuidar desse mesmo sofrimento&#8221;, rejeitando modelos que queiram impor visões de gabinete à realidade quotidiana.</p>
<p>Como maior constrangimento do setor, o especialista apontou a urgência de um orçamento robusto para contratar mais profissionais e adquirir equipamentos, face à complexidade e amplitude que o fenómeno ganhou nos últimos anos.</p>
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		<title>Comportamentos aditivos: menos burocracia e informação mais ágil no terreno</title>
		<link>https://newsfarma.pt/by-news-farma/comportamentos-aditivos-menos-burocracia-e-informacao-mais-agil-no-terreno/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Branquinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 08:09:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[By News Farma]]></category>
		<category><![CDATA[News Farma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A coexistência entre as dependências tradicionais e as novas adições sem substância exige uma resposta cada vez mais ágil e integrada. Elsa Lavado, técnica superior da Unidade de Estatística e Investigação do ICAD, faz o balanço das Break Talks e aponta que a prioridade para Portugal passa por reforçar os recursos humanos e encurtar a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A coexistência entre as dependências tradicionais e as novas adições sem substância exige uma resposta cada vez mais ágil e integrada. <strong>Elsa Lavado</strong>, técnica superior da Unidade de Estatística e Investigação do ICAD, faz o balanço das <em>Break Talks</em> e aponta que a prioridade para Portugal passa por reforçar os recursos humanos e encurtar a distância entre a produção de dados estatísticos e a ação direta no terreno. Para acelerar esta resposta, a especialista reflete que é importante diminuir o peso da burocracia. Assista à entrevista.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Comportamentos aditivos: menos burocracia e informação mais ágil no terreno" src="https://player.vimeo.com/video/1208474814?h=5d1207bbab&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe></p>
<p>Elsa Lavado faz um balanço muito positivo, sublinhando que iniciativas como esta &#8220;são sempre inovadoras, trazem sempre um fator qualitativo para acrescentar algo à discussão que é sempre atual&#8221;. Relativamente à realidade portuguesa e à urgência do tema, a técnica do ICAD destaca uma constatação que ficou patente ao longo das sessões: &#8220;Os consumos tradicionais, com substância, apesar de, aparentemente, não estarem tão na moda, continuam lá e não podem ser descurados&#8221;. A grande conclusão é a de que existe uma clara sobreposição de desafios, pois &#8220;os consumos com substância e os consumos sem substância não se invalidam um ao outro e, por vezes, até podem mesmo coexistir&#8221;, reflete.</p>
<p>Para a especialista, uma das necessidades prementes é &#8220;o aumento dos recursos humanos”, uma vez que este acréscimo de trabalho do ICAD se deve, em grande parte, à necessidade de &#8220;incluir também as adições sem substância&#8221;. Ao nível do sistema implementado no terreno, Elsa Lavado acredita que a prioridade passa por “agilizar a comunicação” e o foco deve estar em &#8220;alimentar o que existe da produção de informação, da produção de dados, e por sua vez, a partir daqui, também dar conhecimento a todas as áreas da intervenção, havendo em contínuo um <em>feedback</em>&#8220;.</p>
<p>Se tivesse o poder de retirar apenas um constrangimento para acelerar a resposta aos comportamentos aditivos, Elsa Lavado refere que aliviaria o peso da burocracia que existe. A técnica superior defende que é vital tornar o sistema &#8220;muito mais célere&#8221; e otimizar os &#8220;sistemas de alerta que já existem&#8221;, um tema que, como recorda, é amplamente sublinhado no Relatório Mundial das Drogas de 2026. O objetivo principal sem este constrangimento burocrático seria permitir &#8220;uma integração da informação que todos trazem, haver uma ligação e funcionarem como um puzzle que depois, por si só, torna-se em algo prático que possa ser aplicado no terreno”, salienta.</p>
<p>Acompanhe as Break Talks <a href="https://mediconews.pt/tag/break-talks/">aqui</a>.</p>
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		<title>Geração X: a geração que continua a pagar a casa, as compras e a vida de todos</title>
		<link>https://newsfarma.pt/by-news-farma/geracao-x-a-geracao-que-continua-a-pagar-a-casa-as-compras-e-a-vida-de-todos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 14:10:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[By News Farma]]></category>
		<category><![CDATA[News Farma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há uma geração de que se fala menos do que dos Baby Boomers, dos Millennials ou da Geração Z, mas que continua a sustentar uma parte muito significativa da economia, das organizações e das famílias: a Geração X. Nascidos entre 1965 e 1980, os seus membros têm hoje, em 2026, aproximadamente entre 45 e 61 [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma geração de que se fala menos do que dos <em>Baby Boomers</em>, dos <em>Millennials</em> ou da Geração Z, mas que continua a sustentar uma parte muito significativa da economia, das organizações e das famílias: a Geração X.</p>
<p>Nascidos entre 1965 e 1980, os seus membros têm hoje, em 2026, aproximadamente entre 45 e 61 anos. Cresceram num mundo predominantemente analógico, começaram a trabalhar muitas vezes antes da generalização da Internet e acompanharam, já em idade adulta, algumas das maiores transformações tecnológicas, económicas e sociais das últimas décadas. Aprenderam a usar computadores, correio eletrónico, telemóveis, banca digital, redes sociais, aplicações, comércio eletrónico e, agora, inteligência artificial.É  uma das gerações mais interessantes do ponto de vista da adaptação: não nasceram digitais, mas tiveram de se tornar digitais. E se virmos bem o perfil: são os que pagam as contas e a assumir grande parte da responsabilidade da vida familiar.</p>
<p>Em Portugal, os dados do Inquérito às Despesas das Famílias 2022/2023 mostram que 38,4% dos indivíduos de referência dos agregados familiares tinham entre 45 e 64 anos. É precisamente nesta faixa etária que hoje encontramos uma grande parte desta Geração X. E quando olhamos para a estrutura das despesas das famílias portuguesas compreendemos o peso desta fase da vida. Como exemplos:</p>
<ul>
<li>Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis representam 39,3% da despesa familiar média-</li>
<li>A alimentação e bebidas não alcoólicas, 12,9%</li>
<li>Os transportes, 12,1%.</li>
</ul>
<p>E só estas três áreas absorvem cerca de 64% da despesa média das famílias portuguesas. É, por isso, uma geração que continua efetiivamente a pagar a casa, as compras, os transportes, os seguros, os impostos, a energia e muitas outras despesas que sustentam a vida quotidiana.</p>
<p>Mas a Geração X está hoje numa posição particularmente complexa. Apesar de muitos terem atingido uma maior estabilidade profissional e patrimonial, isso não significa necessariamente maior liberdade financeira. Pelo contrário. Uma grande parte continua a pagar as dívidas do crédito à habitação, apoia ainda os filhos que permanecem muito mais tempo economicamente dependentes, financiamos estudos superiores ou ajudam os jovens adultos a iniciarem a sua vida independente. Ao mesmo tempo reforçam-se as responsabilidades perante pais envelhecidos, seja através de acompanhamento às consultas, apoio financeiro, gestão de medicamentos, organização dos cuidados, transporte ou decisões relacionadas com dependência. É aquela geração que, muitas vezes, está literalmente no meio, e que tem mesmo de equilibrar a balança.</p>
<p>A expressão <em>sandwich generation</em> descreve esta realidade: adultos de meia-idade que simultaneamente cuidam dos filhos e dos pais. Esta combinação de responsabilidades familiares, profissionais e financeiras pode ter consequências relevantes no bem-estar, no tempo disponível e na sua saúde mental.</p>
<p>A acumulação de tarefas de cuidado em idade intermédia pode aumentar o stress, a sobrecarga e a dificuldade em conciliar trabalho e família, influenciando inclusivamente decisões sobre redução do horário de trabalho ou transição antecipada para a reforma (Lam et al., 2026; Spijker et al., 2025).</p>
<p>É também por isso que talvez devamos deixar de perguntar apenas o que a Geração X compra e começar a perguntar o que realmente esta geração procura?</p>
<p>Sabemos que ao longo da vida, as prioridades mudam. Aos 20 ou 30 anos, o futuro está frequentemente associado à conquista da carreira, da casa, família, reconhecimento, rendimento, experiências. Aos 50, a pergunta pode ser colocada de forma diferente: o que quero preservar? O que quero simplificar? Onde quero investir o meu tempo? O que quero continuar a fazer nos próximos vinte ou trinta anos? E, sobretudo, com que saúde física e mental, e com que autonomia?</p>
<p>A segurança financeira, a qualidade de vida, saúde, a autonomia, o tempo, as relações significativas e o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal tendem a adquirir uma relevância crescente. A Geração X não tem toda os mesmos valores e não devemos fazer estereótipos geracionais. Muitas das diferenças atribuídas às gerações resultam, na realidade, da idade, do momento do ciclo de vida, da posição profissional ou do contexto socioeconómico. Ainda assim podemos identificar necessidades que se tornam particularmente visíveis nesta etapa da vida: simplificação, confiança, segurança, reconhecimento e controlo sobre as próprias decisões.</p>
<p>As empresas e os serviços deveriam naturalmente prestar atenção a este perfil. A Geração X não quer necessariamente mais produtos. Quer produtos e serviços que resolvam os seus problemas. Não precisa obrigatoriamente de mais informação. Precisa de informação que seja relevante, clara e utilizável. Não querem também perder tempo. E o tempo é um dos seus bens mais escassos. Uma aplicação digital que os obriga a percorrer dez passos para resolver um problema simples, uma linha telefónica que mantém o utilizador longos minutos em espera, um portal que exige sucessivas autenticações ou um serviço de saúde onde é necessário repetir a mesma informação a diferentes profissionais são exemplos de sistemas que acrescentam muita carga a pessoas que já gerem múltiplas responsabilidades e é um passo para desistirem destas soluções que não lhes resolvem quase de imediato os problemas.</p>
<p>Também é errado pensar nesta geração como tecnologicamente distante. Na União Europeia, a maioria dos adultos entre os 45 e os 64 anos utiliza regularmente canais digitais, incluindo comércio eletrónico. A questão não é saber se estas pessoas são digitais mas sim saber se os sistemas digitais são suficientemente claros, seguros, intuitivos e úteis. Uma pessoa pode utilizar diariamente aplicações bancárias e sentir dificuldade em navegar num portal de saúde particularmente complexo. Isto não é uma contradição mas uma questão de desenho dos sistemas.</p>
<p>A literacia em saúde torna-se central. A Geração X entra agora numa fase em que aumenta a importância da prevenção cardiovascular, do controlo metabólico, dos rastreios oncológicos, da saúde mental, da saúde músculo-esquelética, da menopausa, do sono, da alimentação, da atividade física e da gestão de fatores de risco. Simultaneamente, muitos dos seus membros começam a gerir não apenas a própria saúde, mas também a saúde dos pais, tornando-se cuidadores e, por vezes, dos filhos. Passam rapidamente de utilizadores do sistema a navegadores informais do sistema para toda a família. São uma espécie de gestores coletivos de vidas.</p>
<p>O acesso à informação não significa necessariamente compreender. Compreender também não significa conseguir utilizá-la. A verdadeira literacia em saúde exige que a pessoa consiga aceder aos recursos, compreender a informação disponível, avaliar a sua qualidade e utilizá-la para tomar decisões adequadas. Este princípio é especialmente importante numa geração permanentemente exposta a informação de saúde proveniente de múltiplas fontes: profissionais, redes sociais, aplicações, meios de comunicação, familiares, inteligência artificial e plataformas digitais.</p>
<p>Estudos recentes realizados em adultos com 45 ou mais anos mostram que intervenções estruturadas de literacia em saúde digital podem melhorar as competências, confiança e autoeficácia, especialmente quando combinam ferramentas digitais com apoio humano e aprendizagem adaptada às necessidades das pessoas (Gözüm et al., 2025; Sinanan et al., 2026). A evidência reforça uma ideia essencial: a transformação digital só melhora a saúde quando é acompanhada, de fato, por uma capacidade real e concreta, experienciada de acesso, compreensão e uso.</p>
<p>A resposta para a Geração X não pode, por isso, ser infantilizá-la, classificá-la prematuramente como “sénior” ou assumir que resiste à inovação. É uma geração que atravessou sucessivas mudanças e desenvolveu uma enorme capacidade de adaptação. Essa adaptação não significa aceitar a complexidade desnecessária.</p>
<p>O desafio para as organizações, para os empregadores, para as empresas, para as seguradoras, para os serviços públicos e para o sistema de saúde será criar respostas que respeitem esta maturidade. A geração X é matura, com uma carga pesada, com um conjunto de decisões que implica mais do que a eles próprios individualmente. Serviços simples. Comunicação clara. Canais digitais intuitivos. Atendimento humano quando necessário. Flexibilidade laboral para quem cuida. Programas de prevenção orientados para o percurso de vida da pessoa mais velha. Apoio à preparação do envelhecimento saudável. Navegação no sistema de saúde. Educação financeira e em saúde. Soluções que poupem tempo e que permitam tomar decisões informadas.</p>
<p>Talvez seja esta a grande mudança silenciosa da Geração X. Depois de décadas em que a vida foi construída em torno do trabalho, da família, da casa e das obrigações, começa a crescer uma aposta na valorização de outros ativos: tempo, saúde, autonomia, tranquilidade, relações e significado.</p>
<p>É a geração que continua a pagar a casa e as compras, que muitas vezes ajuda os filhos e começa a cuidar dos pais, que permanece ativa nas organizações e que está a preparar a sua própria longevidade. Não precisam de ser convencidos de que tudo é novo. Querem saber para que serve, se podem confiar, quanto custa e se aquilo que lhe propomos melhora efetivamente a sua vida.</p>
<p>Na saúde, essa resposta passa necessariamente pela literacia em saúde. Porque, à medida que aumenta a longevidade, não basta viver mais anos. É necessário garantir que as pessoas conseguem encontrar os recursos de que precisam, compreender as opções disponíveis e utilizar os serviços de forma autónoma, segura e informada. Para a Geração X, como para todas as gerações, melhorar o acesso, a compreensão e o uso dos recursos de saúde será uma das condições fundamentais para transformar longevidade em vida com qualidade.</p>
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		<title>“Eliminar barreiras e construir pontes” face ao aumento global das dependências em Portugal</title>
		<link>https://newsfarma.pt/by-news-farma/eliminar-barreiras-e-construir-pontes-face-ao-aumento-global-das-dependencias-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Branquinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 14:17:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[By News Farma]]></category>
		<category><![CDATA[News Farma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paulo Vitória, psicólogo e professor na Universidade da Beira Interior, participou nas Break Talks e faz um balanço estimulante dos debates, alertando para o crescimento global e multifacetado das dependências em Portugal. Perante um cenário que vai do consumo de substâncias clássicas ao vício em ecrãs, internet e videojogos, o clínico propõe combater a escassez [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Paulo Vitória</strong>, psicólogo e professor na Universidade da Beira Interior, participou nas Break Talks e faz um balanço estimulante dos debates, alertando para o crescimento global e multifacetado das dependências em Portugal. Perante um cenário que vai do consumo de substâncias clássicas ao vício em ecrãs, internet e videojogos, o clínico propõe combater a escassez de recursos através da cooperação e da cidadania ativa, sugerindo uma reforma urgente na forma como as instituições comunicam entre si. Assista à entrevista.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="&quot;Eliminar barreiras e construir pontes&quot; face ao aumento global das dependências em Portugal" src="https://player.vimeo.com/video/1208472925?h=9953d1a60a&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe></p>
<p>Ao analisar o panorama nacional, o especialista sublinhou que o país enfrenta “uma nova vaga de problemas velhos” num contexto de sociedade aberta e tendências internacionais crescentes. A gama atual de dependências abrange desde drogas ilícitas, álcool e psicofármacos até ecrãs, videojogos e pornografia, muitas vezes com novas apresentações e roupagens que exigem maior estudo. Para o clínico, o desenho de melhores respostas depende da fusão de serviços especializados, como o ICAD, com a rede geral do Serviço Nacional de Saúde e a sociedade civil.</p>
<p>O médico sugeriu que a atual falta de recursos nos serviços públicos diferenciados deve ser aproveitada como um estímulo à inovação, contrariando a ideia errada de que os Cuidados de Saúde Primários não devem intervir nesta área. Propõe, por isso, o uso estratégico das estruturas existentes para descentralizar o apoio. “Temos menos recursos, então talvez os tenhamos de usar de maneira diferente”, afirmou, incentivando os centros de saúde locais a colaborarem ativamente no acompanhamento dos utentes.</p>
<p>No plano prático, o especialista defendeu que o combate às adições também desafia a responsabilidade individual, instigando cada cidadão a ser um agente de saúde na sua própria comunidade. Paulo Vitória enfatizou que o foco deve estar no autocuidado e na atenção aos familiares e vizinhos, gerando microimpactos sociais positivos. “Não podemos transformar o grande mundo, mas podemos com certeza ter impacto no nosso pequeno mundo”, destacou o clínico, valorizando a consciencialização de proximidade.</p>
<p>Como prioridade máxima para acelerar a resposta do país, Paulo Vitória elegeu o fim do isolamento institucional, defendendo uma articulação fluida que aproxime o Estado, o setor privado e outras pastas governamentais. A sua grande recomendação para o terreno assenta numa estratégia de união de esforços: “Eliminar barreiras e construir pontes entre serviços públicos, serviços da saúde e serviços de outras áreas, mas também eliminar barreiras e estabelecer pontes entre o público e o privado”.</p>
<p>Acompanhe as Break Talks <a href="https://mediconews.pt/tag/break-talks/">aqui</a>.</p>
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