Cirurgia da tiroide: uma área que sofreu “muita evolução” com “taxas que oferecem segurança”

01/06/22
Cirurgia da tiroide: uma área que sofreu “muita evolução” com “taxas que oferecem segurança”

A propósito do Dia Mundial da Tiroide, celebrado a 25 de maio, o Dr. Nuno Pinheiro, cirurgião geral e de doenças endócrinas do Hospital CUF Descobertas abordou, em entrevista à News Farma, a cirurgia tiroideia e as atuais técnicas e ferramentas para uma melhor abordagem aos doentes. Veja a entrevista em vídeo.

“A patologia tiroideia é seguida pelos endocrinologistas, mas há algumas situações em que os cirurgiões podem ter de intervir”, começa por reiterar o Dr. Nuno Pinheiro, clarificando que os casos mais comuns que precisam de cirurgia são “bócios volumosos, nódulos suspeitos em que não é possível garantir que não sejam malignos ou aqueles que já se têm a certeza, ou ainda doentes com hipertiroidismo não controlável medicamente”.

O Dr. Nuno Pinheiro afirma que “na cirurgia tiroideia tem havido muita evolução”, destacando que atualmente já existem “algumas pinças com uma tecnologia ultrassónica”, que permitem que “a cirurgia seja bastante mais curta do ponto de vista de tempo cirúrgico”. Outras três evoluções que o especialista destaca é a utilização de um “neuroestimulador”, “a tecnologia que minimiza outra complicação relacionada com as paratiroides” e ainda “o robot”.

Relativamente às principais vantagens da utilização do robot, o Dr. Nuno Pinheiro afirma que é o facto de permitir “não ter uma cicatriz cervical”, uma vez que é realizada através da “axila com um túnel subcutâneo até à tiroide”.

Com base em toda a evolução e nas armas disponíveis, o especialista afirma que “a morbilidade diminuiu significativamente”, traduzindo-se em “taxas de mortalidade baixas”. Questionado quanto aos desafios da área, o cirurgião sustenta que o principal passa por “conseguirem estabelecer ou diferenciar quais os doentes que devem serem operados”.

O Dr. Nuno Pinheiro, em nota final, deixa uma mensagem aos médicos de Medicina Geral e Familiar: “A primeira coisa que devem fazer é pedir uma história clínica e a seguir uma ecografia e caso haja alguma alteração o ideal é enviar os doentes para centros especializados de Endocrinologia ou de Cirurgia Endócrina, onde podem ser seguidos”, conclui.

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