Estudo nacional do CPPC: “É fundamental uma aposta na prevenção e no diagnóstico precoce”

07/03/24
Estudo nacional do CPPC: “É fundamental uma aposta na prevenção e no diagnóstico precoce”

Um estudo nacional partilhou novos dados com o objetivo de compreender a realidade do cancro do pulmão de pequenas células (CPPC) em Portugal. António Araújo, diretor do Serviço de Oncologia da Unidade Local de Saúde de Santo António, partilha, em entrevista, as principais conclusões do estudo da PharmaMar e como esta avaliação deve incentivar mudanças na gestão desta patologia, em que cada médico acompanha, em média, 20 novos casos por ano, que, de acordo com os dados do Registo Oncológico Nacional, corresponde a cerca de 10-13 % de todos os casos de cancros de pulmão.

“É importante que estes dados sirvam de incentivo aos decisores políticos para agir no capítulo da prevenção e do diagnóstico precoce. Implementar um rastreio de uma doença com estas particularidades que manifesta um cenário sombrio para os doentes seria uma mais-valia”, afirma António Araújo.

O especialista explica que este estudo permitiu obter uma visão global do cancro do pulmão de pequenas células, avaliando a demografia, a prevalência e a evolução da doença.

António Araújo recorda que o CPPC ainda possui muitas dificuldades terapêuticas, com uma linha de tratamento limitada no critério da eficácia e que, devido à rápida evolução, apresenta sempre um prognóstico muito reservado aos doentes.

O estudo mostra ainda que, em cada 10 novos diagnósticos de cancro do pulmão de pequenas células aproximadamente, sete apresentam doença extensa e três doença limitada.  Ainda assim, de entre aqueles com doença limitada e que iniciam tratamento, 3/4 acaba por progredir para doença extensa no final da 1.ª linha desse mesmo tratamento.

Consulte mais dados sobre este estudo aqui.

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