Os dados recentes destacados no Congresso da ASCO vieram revolucionar o paradigma do acompanhamento na Oncologia ao comprovar que o exercício físico estruturado reduz em 28% o risco de recidiva no cancro do cólon e aumenta a sobrevivência a longo prazo em 37%. Em entrevista, Maria Teresa Neves, médica oncologista na ULS Lisboa Ocidental, analisa esta mudança que deita por terra a antiga recomendação de repouso absoluto para estes doentes.
Mais do que um ganho clínico e de qualidade de vida, os novos dados de 2026 demonstram que a atividade física supervisionada é altamente custo-efetiva para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), ao evitar internamentos, toxicidades e tratamentos subsequentes dispendiosos. A especialista deixa um apelo: urge criar protocolos hospitalares e parcerias com a comunidade para que o exercício físico seja prescrito como qualquer outro fármaco.
Veja a entrevista.

