Em Portugal, a doença renal crónica (DRC) afeta cerca de um milhão de pessoas, mas a sua natureza assintomática faz com que muitos diagnósticos cheguem apenas quando a função renal está severamente comprometida. Em entrevista a propósito do Dia Mundial do Rim, Ana Farinha, nefrologista e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN), analisa o crescimento de 1,6% no número de doentes em hemodiálise e aponta a articulação com os Cuidados de Saúde Primários como o pilar fundamental para inverter esta tendência.
Para a especialista, o futuro da área passa por uma abordagem holística do doente metabólico, pela utilização de novas terapêuticas nefroprotetoras e por estratégias de literacia inovadoras — incluindo o uso do humor — para desmistificar aquela que é considerada a “epidemia silenciosa” do século XXI.

