A propósito do Dia Mundial da Contraceção, que se assinala a 26 de setembro, Mariana Robalo Cordeiro, ginecologista na Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, analisa o panorama do planeamento familiar e da prescrição de métodos contracetivos em Portugal.
Num artigo de opinião focado na prática clínica e na equidade de acesso, a especialista reflete sobre o paradoxo da subutilização dos métodos reversíveis de longa duração (LARC) face à predominância da pílula. O texto defende a necessidade de reforçar a formação prática dos médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF) e eliminar barreiras estruturais, garantindo escolhas contracetivas baseadas na ciência e nas necessidades da mulher.

