Varíola dos macacos: OMS prevê aumento da mortalidade na Europa

01/08/22
Varíola dos macacos: OMS prevê aumento da mortalidade na Europa

A Organização Mundial da Saúde espera um acréscimo do número de mortes na Europa associadas à varíola, após o anúncio recente dos primeiros óbitos fora do continente Africano.

Apesar das expectativas das autoridades de saúde internacionais, sublinham que as complicações graves se mantêm raras.
Desde o dia 29 de julho que foram anunciadas duas mortes de pessoas que estavam infetadas com varíola, uma em Espanha e outra no Brasil, sem que se saiba se o vírus é, de facto, a causa do óbito.

O número de mortes registadas com varíola, desde maio, sobe assim para oito, com os primeiros casos a serem registados em África, onde a doença é endémica e foi detetada pela primeira vez em humanos em 1970.

“Tendo em conta a continuidade da propagação da varíola na Europa, prevemos mais mortes”, declarou num comunicado de imprensa uma das responsáveis do serviço de emergência da OMS para a Europa a Dr.ª Catherine Smallwood.

O objetivo passa por “interromper rapidamente a transmissão do vírus na Europa e colocar um fim a esta epidemia”, defende a Dr.ª Catherine Smalwood que, salienta, no entanto, que a doença, na maioria dos casos, cura-se por si só, sem necessidade de tratamento.

“A notificação de mortes relacionadas com a varíola não altera a nossa avaliação da epidemia na Europa. Sabemos que, mesmo resolvida espontaneamente na maioria dos casos, a varíola pode levar a complicações graves”, apontou.

A OMS acionou, em 24 de julho, o nível mais alto de alerta, a emergência de saúde pública de interesse internacional, para reforçar a luta contra a varíola, também conhecida por varíola dos macacos.

Segundo a OMS, mais de 18.000 casos foram detetados em todo o mundo, fora de África, desde o início de maio, sendo a maioria deles na Europa.

Por enquanto, diz a OMS, não há vacinas para todos e, por isso, recomenda que seja administrada aos casos prioritários como os que correm maior risco, que estão doentes, e aos seus cuidadores.

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