APORMED apela à revisão dos preços dos dispositivos médicos

08/08/22
APORMED apela à revisão dos preços dos dispositivos médicos

A Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED) mostra-se preocupada com a constante subida da taxa de inflação no setor da saúde e apela à revisão celeremente dos preços dos dispositivos médicos, essenciais para o diagnóstico, tratamento e cura dos doentes.

A APORMED explica que esta ação resulta do atual contexto económico que, consequentemente, provoca efeitos negativos no setor dos dispositivos médicos nas diversas vertentes, nomeadamente no fabrico, distribuição e comercialização.

Em Portugal, o impacto gerado pela subida da inflação, pelo agravamento exponencial dos custos das matérias-primas, transporte, logística, energia, custos regulamentares, taxas suplementares e pelas dificuldades existentes nas cadeias de abastecimento, conduz a uma necessidade imediata de aprovação de medidas de natureza financeira que permitam a sustentabilidade das empresas de dispositivos médicos.

Tipicamente, a estrutura de custos das empresas fabricantes compreende 45 % de energia, 25 % da produção, 10 % pessoal, 15 % logística e 5 % de outros custos. Quanto às empresas distribuidoras, a sua estrutura engloba 62 % logística, 30 % pessoal e 8 % de outros custos.

“Trata-se de uma situação grave, uma vez que afeta o fabrico, a distribuição e a comercialização dos dispositivos médicos no sistema de saúde português e que vai influenciar a disponibilidade e a continuidade de acesso às tecnologias de saúde por parte dos utentes e cidadãos”, alerta o Dr. João Gonçalves, Diretor Executivo da APORMED.

“É primordial serem criadas condições para a estabilidade financeira das empresas, medidas de mitigação passíveis de serem adotadas a curto prazo e que permitam contrariar, pelo menos, o efeito da inflação, nomeadamente a criação urgente de um regime jurídico que determine a revisão do preço dos dispositivos médicos contratualizados ou em processo de contratualização; a revisão ou atualização dos preços nos contratos em vigor e dos cadernos de encargos dos futuros procedimentos, celebrados com os serviços e entidades do Serviço Nacional de Saúde”, acrescenta.

O setor dos dispositivos médicos nacional equivale a 1.600 milhões de euros. Este é um setor caracterizado por um forte e regular investimento na inovação, de forma a permitir o acesso dos doentes a terapias que garantem importantes ganhos em saúde.

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