Farmácia Hospitalar: Lisboa foi palco ibérico de inovações em Oncologia

21/10/22
Farmácia Hospitalar: Lisboa foi palco ibérico de inovações em Oncologia

A Associação Portuguesa de Farmacêuticos Hospitalares (APFH) escolheu o emblemático Teatro Thalia para palco do 1st Iberia Fórum “Oncology evolution landscape and new HTA trends”. Aceda ao vídeo e conheça o balanço na ótica da Dr.ª Ana Margarida FreitasDr. Rui Santos Ivo e Dr. Fernando Gutiérrez-Nicolás.

Organizado pela APFH, em parceria com a Sociedade Espanhola de Farmácia Hospitalar (SEFH) e o apoio da Takeda, o encontro decorreu no dia 19 de outubro e juntou no teatro novecentista, situado em Lisboa, farmacêuticos hospitalares de todo o País e da vizinha Espanha.

Ao longo de um dia, os especialistas em Farmácia Hospitalar partilharam conhecimento e experiência na área da Oncologia. A presidente da APFH, Dr.ª Ana Margarida Freitas, evidencia a importância do encontro ao nível ibérico e destaca que em ambos os países existem “realidades semelhantes e diferentes”, porém, “os mesmos problemas”.

Nesta sessão, “houve partilha de diferentes formas de atuar e de evoluir na intervenção do farmacêutico no seu hospital”, segundo a responsável pela APFH. E, embora os farmacêuticos hospitalares portugueses já tenham muitos procedimentos iguais aos dos colegas espanhóis, a farmacêutica indica que neste evento “muito enriquecedor” foi possível “conhecer outras formas de fazer, saber quais são as intervenções prioritárias e que passos temos que dar para implementar essas intervenções nos nossos hospitais; estou a lembrar-me da farmacocinética clínica de alguns medicamentos ou de modelos de financiamento e de partilha de risco”.

A Dr.ª Ana Margarida Freitas acrescenta que “pela partilha conjunta das várias iniciativas”, os participantes desta sessão saíram “mais ricos, com mais informação, com mais experiência”, para além de ter contribuído para “aliviar alguns passos que pudéssemos ter de dar se fossemos sozinhos”, até porque, “juntos conseguimos sempre chegar mais longe e trilhar outros caminhos e ter ideias diferentes”.

Beneficiar com uma partilha ao nível ibérico
Para o presidente do INFARMED, Dr. Rui Santos Ivo, este fórum ibérico possibilitou a “troca de experiências entre os dois países, que têm grandes semelhanças”, além de ter sido “uma boa oportunidade para beneficiarmos de parte a parte e contribuirmos para termos melhores condições para o nosso trabalho”.

A partilha em contexto ibérico é encarada pelo Dr. Rui Santos Ivo como muito importante, tendo atualmente “ainda mais relevância”. Isto porque, conforme explica, “estamos todos na União Europeia a trabalhar em conjunto”. Assim, no entender do presidente do INFARMED, “aprofundar a ligação entre países que têm semelhanças é um elemento catalisador desse trabalho conjunto numa área tão importante que é o acesso às tecnologias de saúde e aos medicamentos”, bem como a discussão de “questões da sustentabilidade e da evidência necessária para fazermos as avaliações”.

O presidente do INFARMED evidencia a “discussão alargada entre países”, considerando esta reunião “um bom exemplo”, devido à vantagem para “os processos que estamos a conduzir a nível europeu e que vão ter expressão aprofundada com o novo regulamento de avaliação de tecnologias de saúde, que foi publicado no final do ano passado e que vai entrar em vigor gradualmente nos próximos anos”. Avança também que “a área de Oncologia é a primeira área a ser abrangida por estas avaliações conjuntas”.

Balanço “extremamente positivo”
O Dr. Fernando Gutiérrez-Nicolás do Hospital Universitário de Canarias faz um balanço “muito positivo do 1st Iberia Fórum “Oncology evolution landscape and new HTA trends”, referindo que “foi ao encontro das expectativas”, porque foi uma reunião criada com o intuito de possibilitar a replicação de medidas que tiveram êxito em cada uma das organizações [APFH e da SEFH]. Crê, assim, na produtividade da colaboração e união entre os especialistas portugueses e espanhóis.

Estiveram presentes cerca de 80 participantes, segundo a Dr.ª Ana Margarida Freitas, que evidencia o objetivo de “não era ser uma reunião muito alargada”, mas sim “um encontro com um grupo mais pequeno para permitir a maior partilha e o convívio”.

A presidente faz um balanço “extremamente positivo” e diz que estiveram presentes “farmacêuticos de todo o País, com diferentes realidades, que provavelmente saíram do encontro com algumas soluções para os seus problemas”. Acrescenta que os participantes tiveram “uma lufada de ar fresco”, ou seja, ganharam motivação. “Chegamos ao fim e ficamos muito satisfeitos por sentir o envolvimento de todos e que os colegas saíram motivados para fazer mais nos seus hospitais.”

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