Acesso a bombas de insulina para o tratamento da diabetes tipo 1 triplicou desde 2015

14/11/22
Acesso a bombas de insulina para o tratamento da diabetes tipo 1 triplicou desde 2015

Mais de 4100 pessoas com diabetes tipo 1 (DM1) estão em tratamento com bombas de insulina, quase metade (47 %) das quais são crianças. Segundo o registo do Programa Nacional da Diabetes (PND) da Direção-Geral da Saúde (DGS), estes tratamentos triplicaram desde 2015, ano em que 1313 pessoas tinham bombas de insulina.

Os dados revelados hoje, no âmbito do Dia Mundial da Diabetes, demonstram um aumento do acesso a estes dispositivos, associados a um melhor controlo da doença, menos complicações e melhor qualidade de vida.

Desde 2020 que todas as pessoas com indicação passaram a ter acesso ao tratamento com bombas de insulina. A inclusão das bombas híbridas e adesivas no programa de tratamento com bombas de insulina da DGS tem sido trabalhada pelo PND desde 2019, tendo o Ministério da Saúde (MS) autorizado a inclusão destes novos dispositivos nas aquisições de 2022.

O PND considera que, além das crianças e jovens com DM1, todas as pessoas com Diabetes tipo 1 e indicação clínica devem ter acesso aos dispositivos híbridos, independentemente da idade, prevendo-se o alargamento da cobertura já em 2023. É neste âmbito que o MS assinou hoje um despacho, que será publicado esta semana, e que visa criar um grupo de trabalho para atualizar a estratégia de acesso ao tratamento com estes dispositivos. O grupo será coordenado pela DGS.
A colocação dos dispositivos e acompanhamento clínico ocorre em Centros de Tratamento específicos, que existem em todas as regiões do país e acompanham doentes em idade pediátrica e idade adulta.

“Diabetes em Movimento” eleito como melhor prática pela Comissão Europeia
O “Diabetes em Movimento”, um programa comunitário de exercício físico para pessoas com diabetes tipo 2, foi votado como a melhor prática de promoção da saúde e de combate às doenças crónicas pelos Estados membros da União Europeia, num Marketplace que decorreu este ano.

Este programa, coordenado a nível nacional pela Direção-Geral da Saúde (através do Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física e do PND), vai ser retomado no País em janeiro de 2023 em 22 municípios: Armamar, Arouca, Barcelos, Braga, Covilhã, Esposende, Lagos, Lamego, Lousada, Moimenta da Beira, Odivelas, Paredes, Penafiel, Portimão, Rio Maior, Sines, Tabuaço, Tavira, Trofa, Vila Franca de Xira, Vila Pouca de Aguiar, Vila Real.

Este processo envolve as cinco Administrações Regionais de Saúde em Portugal (através dos Agrupamentos de Centro de Saúde), as respetivas Câmaras Municipais, mas também Unidades Locais de Saúde, Centros Hospitalares, Instituições do Ensino Superior e Associações Desportivas locais.

Em janeiro arranca também, no ACES Estuário do Tejo, o piloto do “Programa de prevenção e diagnóstico da Diabetes “Mais Saúde Menos Diabetes”, que visa a prevenção da diabetes, promovendo a prática regular da atividade física, a adoção de uma alimentação saudável e a manutenção de um peso normal.

Comemorações do dia da diabetes
A DGS assinala o Dia Mundial da Diabetes com um conjunto de iniciativas como a iluminação habitual dos edifícios da DGS e do Ministério da Saúde, a azul, nos dias 13 e 14 de novembro. Esta será uma ação simbólica, que pretende sensibilizar a população para a importância da prevenção e controlo da diabetes.
No dia 6 novembro foi ainda organizada uma caminhada de 5 km e uma corrida de 10 km com caráter competitivo, que tiveram como objetivo consciencializar para a importância da atividade física na prevenção e controlo da diabetes.

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