Semana da Incontinência Urinária: APU e APNUG apoiam ação de sensibilização

03/04/13

A Associação Portuguesa de Urologia (APU) e a Associação Portuguesa de Neuro-Urologia e Uro-Ginecologia (APNUG) alertam: a procura de ajuda é fundamental para a resolução da incontinência, um problema que, apesar de ainda ser tabu, tem uma taxa de cura de quase 90%.



Para assinalar a Semana da Incontinência Urinária, que está a decorrer desde o dia 1 de  abril, a APU e a APNUG vão apoiar uma ação de sensibilização, no Rossio, em Lisboa, que terá lugar no dia 5 de abril, entre as 9h30 e as 17h30. Uma instalação artística feita a partir de chapéus-de-chuva, símbolo de proteção e impermeabilidade, e um gabinete de apoio estarão à disposição do público para tirar dúvidas a todos os que ali se deslocarem.


Estima-se que 600 mil portugueses sofram de incontinência


Em todo o mundo, há mais de 60 milhões de pessoas a sofrer de incontinência urinária. Só em Portugal, são estimadas 600 mil e a curva de envelhecimento da população não deixa margem de dúvidas: este número vai continuar a crescer.


Segundo um estudo epidemiológico da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, a incontinência urinária afeta 20% da população com mais de 40 anos. Ou seja, um em cada cinco portugueses acima dos 40 anos sofre desse problema. As mulheres são quem mais sofre: entre os 45 e os 65 anos, a proporção de casos de incontinência urinária é de 3 mulheres para cada homem.


Caracterizada por perdas de urina involuntárias, que podem variar entre o muito ligeiras e ocasionais, e perdas mais graves e regulares, a incontinência urinária é, para muitos, encarada como um tabu, e acaba por condicionar o doente nas várias vertentes do seu quotidiano. Da vida pessoal à familiar, passando pela social, e mesmo pela laboral, todas saem afetadas.


Em casos extremos, a incontinência urinária pode levar ao isolamento de quem dela sofre. A fuga ao contacto social torna-se um escape, principalmente por causa do medo e da vergonha inerentes a uma preocupação principal: que os outros percebam.


"A Incontinência Urinária reduz drasticamente a qualidade de vida de quem dela sofre", explica Luís Abranches Monteiro, Presidente da Associação Portuguesa de Neuro-Urologia e Uro-Ginecologia. Para o especialista, "Mesmo as mais pequenas perdas de urina têm implicações graves no quotidiano, e podem, inclusivamente, afetar a relação conjugal".


Procurar ajuda é fundamental

Foram vários os avanços científicos nesta área nos últimos anos, pelo que atualmente existem armas terapêuticas capazes de curar ou controlar a maior parte das situações. Algumas formas de Incontinência Urinária são, inclusivamente, tratadas com medicamentos ou técnicas de reabilitação, e a maioria das cirurgias quase não implicam internamento.

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