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Comparticipado novo medicamento para o tratamento do cancro da próstata

A Bayer anunciou que a comparticipação de dicloreto de rádio-223 foi aprovada em Portugal, pelo Ministério da Saúde, para o tratamento de adultos com cancro da próstata resistente a castração, com metástases ósseas sintomáticas e sem metástases viscerais conhecidas.

“Houve um esforço conjunto do Governo e da Bayer para facilitar o acesso dos doentes, através do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a este inovador medicamento para cancro da próstata, a segunda causa de morte devida a doença oncológica no mundo ocidental e em Portugal”, afirma Florian Ibe, diretor geral da Bayer Portugal. “A partir de agora os doentes portugueses têm acesso, com financiamento público, a um tratamento que já está igualmente disponível em outros países da Europa e este é um passo que nos deixa muito orgulhosos”, conclui.

A maior parte dos doentes com cancro da próstata metastizado resistente à castração apresentam metástases ósseas dolorosas que podem causar a morte. O dicloreto de rádio-223 é dirigido às metástases ósseas, promovendo um efeito citotóxico localizado que oferece aos doentes uma aumento na sobrevivência global, fazendo-o um marco no tratamento deste cancro.

Na doença metastática a abordagem clínica é dependente da resposta ao tratamento hormonal, nomeadamente à castração. Nestes doentes, o desenvolvimento de resistência à castração é marcador de agravamento de doença e consequente agravamento prognóstico, com uma sobrevivência mediana estimada em 18 meses.

Os tratamentos atualmente disponíveis para carcinoma da próstata resistente à castração (CPRC) com metástases ósseas apresentam vários benefícios, incluindo melhoria na sobrevivência global, tratamento paliativo da dor óssea e aumento do tempo até SRE. Atualmente existem terapêuticas sem atividade antineoplásica, que são utilizadas com intuito paliativo para alívio da dor, sem efeito na sobrevivência. Para doentes com CPRC e metástases é necessário desenvolver novos tratamentos que atuem, não só no aumento da sobrevivência global, mas também no alívio da dor. É nesta última fase que o dicloreto de rádio-223 atua.

O medicamento é um radiofármaco emissor de partículas alfa para fins terapêuticos, com uma semivida de 11,4 dias, que mimetiza o cálcio e liga-se seletivamente ao osso, especificamente às áreas de metastização óssea, formando complexos com o mineral ósseo hidroxiapatite. O perfil de eficácia e segurança de rádio-223 foi avaliado no ensaio clinico de Fase III – ALpharadin in SYMptomatic Prostate CAncer Patients (ALSYMPCA).

Quinta-feira, 02 Fevereiro 2017 16:55


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