O bastonário da OM, Carlos Cortes, sublinha que “fiquei muito satisfeito ontem (segunda-feira, 3 de fevereiro) à noite ao perceber que todas estas organizações médicas têm a mesma posição que a Ordem dos Médicos e estão dispostas a todo tipo de intervenção, liderada pela Ordem, para evitar que esta medida, que é uma má medida para o país e que não serve”.
A proposta do Ministério da Saúde prevê que farmácias possam tratar infeções ligeiras, como algumas infeções urinárias, com protocolos previamente definidos. No entanto, a OM reitera a sua oposição, argumentando que a qualidade dos cuidados de saúde e a segurança dos doentes podem ficar comprometidas.
Carlos Cortes aponta ainda para a impossibilidade de delegação da responsabilidade de diagnóstico e prescrição médica, bem como para a necessidade de manter a separação entre a entidade que prescreve e a que dispensa os medicamentos.
Apesar da sua posição contrária à prescrição por farmacêuticos, o bastonário reconhece o papel fundamental das farmácias, sugerindo que o seu contributo se foque na agilização da renovação de receitas, na comunicação com os centros de saúde e na promoção do uso de medicamentos genéricos.
Fonte: Lusa
