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Investigadora da UMinho distinguida com prémio europeu

Claudia Botelho 58fd6A investigadora Cláudia Botelho, do Centro de Engenharia Biológica (CEB) da Universidade do Minho foi recentemente distinguida com um dos galardões mais importantes na área dos biomateriais. O Prémio Doutoral Europeu em Biomateriais e Regeneração de Tecidos foi entregue em Espanha por Dirk Grijpma.

 

 

 

 

 

Esta distinção deve-se ao trabalho “Silicon-substituted hydroxyapatite for biomedical applications”, cujo objetivo foi desenvolver um material que aumenta a regeneração do tecido ósseo. Este material pode ser aplicado em pacientes com uma perda significativa de tecido, resultante de diversas patologias como cancro ósseo, osteoporose ou fraturas. Demonstrou-se que a incorporação do ião silício num material cerâmico influencia o comportamento do osteoblastos e osteoclastos, células envolvidas na regeneração e remodelação do tecido ósseo.

O estudo envolveu as universidades do Porto e Cambridge (Reino Unido) e o Instituto de Ciências e Tecnologia (Japão). A jovem bracarense foi a única portuguesa a ser premiada nesta 25ª Conferência Europeia de Biomateriais.

Penso “mágico” previne infeções graves

Entretanto, a investigadora de 36 anos está envolvida num projeto europeu para criar um penso que permite aos clínicos detetar e até prevenir infeções graves decorrentes de feridas crónicas, nomeadamente queimaduras e ulceras.

“O penso, com substratos específicos, muda automaticamente de cor quando as infeções libertam enzimas proteolíticas. Este alteração de cor informa o clínico do início de uma infeção e permite a adoção de um tratamento imediato, minimizando a dor dos doentes”, explica Cláudia Botelho. O projeto é coordenado pelo professor Artur Cavaco Paulo, do CEB/UMinho.

Atualmente, as feridas crónicas infetadas só são tratadas “quando os sinais de infeção são de tal forma evidentes que a resolução do problema é pouco eficaz e extremamente dolorosa para o paciente”, acrescenta a cientista. Com esta nova tecnologia, os tratamentos serão efetuados com base na variação do sinal, reduzindo a administração de largas doses de antibióticos e as mudanças de penso, o que, por sua vez, “poderá diminuir consideravelmente os custos associados a esta patologia”, vinca. Estima-se que na Europa e nos EUA mais de 13 milhões de pessoas sofrem de feridas crónicas.

 

Cláudia Botelho concluiu a sua licenciatura em Engenharia Biológica na UMinho em 2000, tendo iniciado o seu doutoramento logo de seguida na Universidade do Porto, em parceria com o Instituto de Engenharia Biomédica. Mais tarde, desenvolveu o pós-doutoramento em colaboração com a Universidade de Cambridge (Reino Unido). Regressou há cinco anos ao Departamento de Engenharia Biológica da UMinho, onde é professora e investigadora sénior do Grupo Bioprocesso de Bionanotecnologia. “Tive o privilégio de trabalhar em vários grupos de investigação. O Centro de Engenharia Biológica desta Universidade é, de facto, o melhor local de trabalho. Realiza-se ciência ao mais alto nível com um excelente ambiente de trabalho e colaboração”, realça.

 

 

Terça-feira, 10 Dezembro 2013 13:15


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