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Sessão Especial “Oncologia e Política de Saúde” revela inquérito sobre as preocupações dos profissionais da área

IMG 1852 d03cbOs Encontros da Primavera 2015 acolheram hoje “uma sessão especial, paralela aos temas científicos do congresso, sobre um tema que se prende com toda a atividade clínica e científica”, como a descreveu o Dr. Sérgio Barroso, presidente do evento.

Nesta sessão foram apresentados os resultados de um inquérito desenvolvido em parceria pela Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) e pelos Encontros da Primavera de Oncologia, que procurou perceber as perceções e principais preocupações dos profissionais ligados à Oncologia diariamente.

De acordo com os dados divulgados, 74% dos profissionais de saúde que lidam com a Oncologia defendem que em Portugal existem demasiadas assimetrias regionais no que diz respeito à prevenção, diagnóstico e tratamento do cancro e 53% identificam o acesso à melhor terapêutica de acordo com o estado da arte como a sua primeira preocupação enquanto profissionais de saúde. Em pergunta aberta, 24% referem a formação de profissionais como a sua maior preocupação, bem como a uniformização de tratamentos (14%). 82% concorda ainda que o Governo não faz o investimento necessário para que os doentes oncológicos tenham acesso às terapêuticas mais avançadas e eficazes.

Em torno destes dados, o debate moderado pela jornalista Lúcia Gonçalves, contou com um painel de convidados multipartidário, composto pelas deputadas Dr.ª Maria Antónia Almeida Santos, do PS, e presidente da Comissão Parlamentear de Saúde, Dr.ª Conceição Bessa Ruão do PSD, Dr.ª Teresa Caeiro do CDS-PP, e a Dr.ª Paula Santos do PCP. A mesa foi presidida pela Dr.ª Gabriela Sousa, presidente da SPO, e pelo Dr.ª Sérgio Barroso, presidente dos Encontros da Primavera de Oncologia.

O painel de discussão contou com diferentes personalidades representantes de ordens e sociedades médicas, APIFARMA, AEOP e associações de doentes. Indústria, doentes, profissionais de saúde e políticos irão avaliar e debater soluções para responder às necessidades da Oncologia em Portugal.

O inquérito apresentado foi aplicado a um universo de 600 profissionais de saúde ligados à Oncologia a exercer atividade em Portugal, com 10 ou mais de 30 anos de especialidade, de acordo com dados recolhidos entre 24 de março e 12 de abril de 2015.

Sexta-feira, 24 Abril 2015 18:02


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