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UE compra mais de 170 mil doses de vacinas contra o vírus Monkeypox

A Comissão Europeia anunciou a aquisição de 170 920 doses adicionais da vacina contra o vírus Monkeypox do laboratório dinamarquês Bavarian Nordic, para disponibilizar aos estados-membros até final do corrente ano.

Em comunicado, o executivo comunitário aponta que esta aquisição eleva para 334 540 as doses de vacinas compradas diretamente pela União Europeia (UE) para distribuir entre os Estados-membros, assinalando que “ao longo das próximas semanas e meses” continuarão a ser distribuídas as vacinas já compradas aos países do bloco europeu e ainda Noruega e Islândia.

“Embora tenhamos assistido a uma diminuição dos casos de varíola dos macacos na UE durante as últimas semanas, a ameaça não passou, e não podemos baixar a nossa guarda. Temos de continuar a manter o ritmo dos nossos esforços para proteger os nossos cidadãos, especialmente os mais vulneráveis”, comentou a comissária europeia da Saúde, Dr.ª Stella Kyriakides.

Além das vacinas adquiridas e distribuídas pela União Europeia, através da Autoridade de Preparação e Resposta a Emergências Sanitárias (HERA), vários Estados-membros também têm adquirido doses de vacinas diretamente junto de laboratórios.

De acordo com a Comissão Europeia, desde o início do surto até 1 de setembro foram notificados cerca de 18 463 casos de varíola dos macacos em 29 países da UE e do Espaço Económico Europeu (Noruega, Islândia e Liechtenstein).

Também a 1 de setembro, na anterior atualização semanal sobre a evolução da doença no país, a Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou que o número de casos confirmados de infeção pelo vírus Monkeypox em Portugal subiu para 871, mais 25 do que o total registado na semana anterior.

“Todas as regiões de Portugal continental e a Região Autónoma da Madeira reportaram casos, dos quais 625 (78,5%) na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo”, adiantou a DGS, segundo a qual a recente média de novos casos confirmados de infeção pelo vírus Monkeypox “corrobora a desaceleração observada na notificação e, por aproximação, da transmissão da infeção”.

A 16 de julho foi iniciada a vacinação dos primeiros contactos próximos e, até 20 de julho, já tinham sido vacinadas 388 pessoas, adiantou o departamento liderado pela Dr.ª Graça Freitas, ao assinalar que continuam a ser identificados e orientados para esse processo os contactos elegíveis nas diferentes regiões do país.

De 1 de janeiro a 30 de agosto, foram reportados à Organização Mundial da Saúde 47 751 casos confirmados e 302 casos prováveis de infeção humana pelo vírus Monkeypox (VMPX) em 101 países, tendo sido registadas 15 mortes.

Os sintomas mais comuns da infeção por Monkeypox são exantemas, queixas ano-genitais (incluindo úlceras), febre, dores de cabeça, cansaço, dores musculares e gânglios linfáticos aumentados.

Uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

O vírus Monkeypox transmite-se por contacto físico próximo, nomeadamente com as lesões ou fluidos corporais, ou por contacto com material contaminado, como lençóis, atoalhados ou utensílios pessoais.

Quarta-feira, 07 Setembro 2022 11:02


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