Num artigo de opinião, a radio-oncologista Miriam Abdulrehman, do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO Lisboa), analisa a profunda transformação na abordagem terapêutica do carcinoma do pulmão de pequenas células (CPPC) com envolvimento cerebral.
A especialista explica como o avanço da vigilância por ressonância magnética e a introdução da radiocirurgia estereotáxica (SRS) estão a ditar o fim do dogma da irradiação holocraniana sistemática e profilática. Colocando a proteção cognitiva e a qualidade de vida do doente no centro das decisões médicas, a autora reflete sobre as novas evidências científicas que pretendem elevar a neuroproteção ao estatuto de verdadeiro gold standard na Radio-Oncologia moderna.

